Projeto veloz

O escritório de arquitetura foi contratado em julho e, em dezembro do mesmo ano, os proprietários já aproveitavam as férias em Barra do Sahy. O segredo da rapidez, você descobre a seguir

Quando os proprietários do terreno de 805m² na praia da Barra do Sahy procuraram o escritório paulista Nitsche Arquitetos, eles apresentaram uma única exigência: a implantação rápida de uma casa totalmente funcional. Em seis meses, eles conseguiram o que queriam.
Para cumprir o programa estabelecido, os profissionais idealizaram um projeto de 336m², que integrou as três suítes e a área de estar à cozinha em uma sequência linear. “As circulações internas foram eliminadas para otimizar o aproveitamento da área construída e conferir independência a cada ambiente”, destaca a arquiteta Lua Nitsche. Todos os materiais chegaram prontos ao canteiro de obras, minimizando, assim, o processo artesanal, além de diminuir os entulhos durante a construção. Para a plataforma do piso, optou-se por lajes pré-moldadas de concreto. “O passo seguinte foi erguer as paredes em alvenaria de bloco de concreto – alternativa mais barata e viável na região”, detalha a arquiteta.
Com as paredes em pé, a estrutura de madeira jatobá pôde ser montada, trabalho executado em apenas cinco dias. “Depois, em poucas horas foram assentadas as telhas termo-acústicas de alumínio da cobertura.” Na sequência, vieram os acabamentos e os revestimentos. A laje do piso recebeu pedra São Tomé, por sua alta resistência, textura agradável e bom desempenho térmico. “Esta pedra, que funciona bem tanto em áreas externas quanto internas, diluiu os limites entre o dentro e o fora. Quando todas as portas de correr se abrem, a amplitude do espaço, reforçada pela continuidade do piso, transmite a sensação de leveza e de se estar numa grande varanda”, explica a arquiteta. Os últimos a chegar à obra foram os caixilhos de alumínio, que ganharam grandes placas de vidro, intercalando transparentes e leitosas.
A umidade excessiva e as temperaturas elevadas do verão, típicas do litoral norte de São Paulo, nesta casa não causam problemas. Construída sobre uma plataforma de concreto suspensa, ela não recebe a umidade do solo arenoso e, para mantê-la sempre ventilada, os ambientes têm abertura em lados opostos, favorecendo a ventilação cruzada. Outra boa sacada é a cobertura solta. Entre ela e o forro há um espaço pelo qual o ar circula, e espanta o calor. Beirais largos também impedem a incidência direta do sol nos espaços internos, além de proteger os moradores das chuvas fortes da região.
Com soluções inteligentes, práticas e criativas, os arquitetos provaram, neste projeto, ser possível construir num curto prazo uma casa bonita, de baixa manutenção e extremamente convidativa.

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