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Festas , comemorações e muito agito

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Alberto Zogaib, pai do presidente Rodrigo Kallas Zogaib, e Edison Lopes Hernandes, um dos responsáveis pelo restaurante Dom Sírio, esmerou-se na Noite Árabe em comemoração aos 65 anos do Clube Sírio Libanês de Santos

 

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Dr. Dirceu Calcio Rolino, Drª. Sara Bittante Albino, Drª. Lilian Wendy Alexandre da Cunha Glória, Drª. Ana Beatriz Soares e Dr. Arnaldo Duarte Lourenço compuseram o quadro de diretores que atuou nesses 10 anos de existência do projeto Menina Mãe

 

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O Grupo Primavera Solidária, responsável pela organização e sucesso da festa: Laura Machado dos Santos, Maria Inês Correa da Costa Souza, Lízia Horta e Elisabeth Ramos Antoniette

 

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Os irmãos Maria José Capp Palotta e Carolina Capp Dell’Artino ladeiam o irmão (este colunista), durante aniversário de 75 anos comemorado no Sushy Garden, em São Vicente

 

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No foyer do Teatro Coliseu de Santos,  Sueli Elias, seu marido Walter Lopes do Santos Jr. e suas filhas Amanda e Natália, durante comemoração dos 40 anos do Centro Educacional Objetivo

 

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Jadir Battaglia e a arquiteta Cláudia Viana no coquetel de apresentação do novo portfólio da Eikones Escritório de Artes

 

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Beth Antoniette, presidente do Clube dos 21 Amigos, recebeu a ilustre presença de sua alteza real, o príncipe de Orleans e Bragança, em noite festiva no restaurante Le Coq D’or

 

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Luiz Rodrigues Corvo, nascido em Santos, comemorou os 50 anos da Corvo Advogados e Associados, em Sampa, no Museu da Casa Brasileira com show de Os Filhos dos Caras

 

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A empresária Prycilla Dias Lucas dos Santos (da Laranja Rosa), do Pátio Iporanga, comemorou seus 37 anos com muita alegria entre amigos, no restaurante Dom Sírio

Destaque para a Drª Maria Helena Mancusi, médica titular obstetra do Hospital Albert Einstein, bertioguense de coração, que mais uma vez recebe, com muito carinho, na sua maison à beira-mar

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A belíssima Carla Marques e a  Dª Maria Helena

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Andrea Temer, Dr. Varandas Carvalho, esta colunista, Drª Maria Helena, o advogado renomado Dr. Danilo Miranda e Maria José

 

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Momento só com as meninas:  Carla Marques, Andrea Temer, Luci Cardia, Maria Helena, Maria José Miranda e Maria José Temer

 

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Dr. Danilo Miranda, sua mulher e o delegado José Aparecido  Cardia

 

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Andrea Temer com a belíssima mamãe Maria José Temer e Carla Marques

 

FOTO 6 – Eles são do paraíso dos Lençóis Maranhenses, mas amam Bertioga: Maria José e seu amado Dr. Danilo Miranda

 

Giro social

 

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Esses amigos inseparáveis, Gerson França,  Camilo di Francesco e o empresário Paschoal Biondo

 

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Revista Beach&Co levada a outros ares,  com as lindas amigas da Nova D, grande grife feminina

 

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O deputado delegado Olin, os delegados Dr. Fábio, do DEIC, e José Aparecido Cardia, de Bertioga, em importante evento na Associação dos Delegados de Polícia

Momentos registrados no Baile da Primavera, na Sociedade Esportiva Itapema, em Guarujá

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Na abertura do baile, organizado pelo Fundo Social de Solidariedade, a primeira-dama rotária Letícia do Vale Reis, o empresário Tico Barbato, o prefeito de Guarujá Dr. Válter Suman, Srª Barbato, a primeira-dama do município de Guarujá e presidente do Fundo Social de Solidariedade Edna Suman e o médico e presidente do Rotary Club Guarujá Dr. Guaracy Reis

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O casal Sérgio Costa e Erika dos Santos Costa. Parabéns ao empresário por sua participação como rotariano e, principalmente, em ações sociais

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Quando os amigos se encontram: o médico veterinário João Paulo Perchiavalli e o secretário do Desenvolvimento Econômico e Portuário de Guarujá Gilberto Benzi

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O advogado Dr. Arthur Albino dos Reis e sua eleita Nalva, sempre dispostos a apostar no social

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O vice-prefeito de Guarujá Renato do Gama e Ana Paula Silva Braga Leite

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Alex Monteiro, secretário adjunto de Coordenação Governamental da prefeitura e Patrícia Monteiro

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O meu querido amigo Rogerio Lima e sua mulher

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O empresário Antonio Homine e sua filha Dayane

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O vereador Raphael Vitiello Neto e  Andreia

Visitante (in)esperado?

Visualizar um jacaré-de-papo-amarelo em rios e lagos, e, até, no quintal de casa, já é muito comum em algumas regiões da Baixada Santista

Luciana Sotelo

Eles estão na Terra há, nada mais, nada menos, do que dois bilhões de anos. Sobreviveram a todas as transformações do planeta e, hoje, embora estejam numa posição bem alta na cadeia alimentar, sofrem diretamente a ação do homem. O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) já os colocou na lista vermelha de animais ameaçados de extinção. Seu ambiente vive em constantes modificações, seja pela força da natureza, seja pela ganância da sociedade dita civilizada. Com tantos contratempos, os jacarés-de-papo-amarelo têm recorrido cada vez mais à terra firme à procura de sol para equilibrar a temperatura de seus corpos, um processo natural da espécie, mas, sobretudo, para tentar sobreviver frente ao crescimento urbano desenfreado.
Na Baixada Santista, encontrar jacarés-de-papo-amarelo em áreas urbanas, ou mesmo no quintal de casa, já é mais comum do que se imagina. Eles aparecem com bastante frequência na área continental de Santos, em Cubatão, Bertioga, e em Peruíbe, explica a médica veterinária Sandra Perez, que há 17 anos trabalha com animais selvagens e, atualmente, faz parte da equipe do Zoológico Municipal de São Vicente. “Os jacarés fazem muitas incursões em terra; eles não ficam só nas águas. Isso é natural. Além disso, eles estão sofrendo realmente com a pressão da modificação de ambiente, seja por chuva, desmatamento, poluição, invasão de áreas, modificação de curso de rios, ou seja, pela urbanização propriamente dita. Infelizmente, essa é hoje a realidade de muitos animais selvagens”.
Com o nome científico de Caiman latirostris, esse réptil crocodiliano da família Alligatoridae encontra-se em vários biomas, entre eles, a Mata Atlântica; ele ocorre em ecossistemas associados à água de bacias de rios, desde o extremo leste do Brasil até o Uruguai, ao sul. Também vive em ecossistemas costeiros, como os mangues. Sendo assim, seu habitat pode ser formado por brejos, mangues, lagoas, riachos e rios. Daí, o aparecimento frequente por aqui. Em Santos, por exemplo, a prefeitura não possui dados estatísticos, mas garante que a incidência é grande, principalmente, na região estuaria, na área de mangue, próxima ao porto.
Outra cidade escolhida pelo jacaré-de-papo-amarelo é Bertioga. Somente no primeiro semestre desse ano, já foram registradas três capturas. Nas palavras de Nelson Jorge de Castro, diretor do DOA – Departamento de Operações Ambientais -, da prefeitura de Bertioga, “isso acontece sempre em locais próximos aos rios Itapanhaú e Jaquareguava. Eles aparecem nos quintais das pessoas”. Os bairros mais visitados são Chácara Vista Lista, Sítio São João e Albatroz II. “Nós recebemos a denúncia, vamos até o local, capturamos o animal e o levamos para nossa sede, onde ele passa por atendimento veterinário. Estando tudo certo, nós o soltamos no habitat natural”, explica Castro.
Ano passado, foram quatro registros. De acordo com os levantamentos do DOA, os jacarés eram todos adultos, maioria macho e com porte de um metro e meio a dois metros. Nenhuma das ocorrências teve vítima. “Mas isso não quer dizer que não seja um fato muito perigoso. É, sim. Quando somos chamados, vamos na mesma hora”, relata.
O réptil é robusto, esverdeado e possui o menor focinho dentre as outras espécies. Outra característica marcante é o ventre amarelo. Essa condição, inclusive, é que deu origem ao nome. Quando adulto, pode chegar a medir dois metros de comprimento. De acordo com a veterinária Sandra Perez, existem registros de animais com até três metros. Mas, atualmente, é raro encontrar, muito provavelmente devido à caça.

Atração turística
Como se trata de um carnívoro, todo cuidado é pouco. Por causa disso, é melhor contemplar essa espécie com segurança, ou seja, em locais fechados como os parques. Em Santos, é possível admirar uma fêmea de tamanho médio no Orquidário Municipal. Outro exemplar pode ser visto no Parque Ecológico A Tribuna, em Mongaguá.

Pode-se dizer que é uma das espécies com melhor adaptação, afinal, trata-se de um réptil contemporâneo dos grandes dinossauros que habitaram o planeta a cerca de dois milhões de anos. Quanto a isso, a veterinária lembra: “Eles conseguiram sobreviver às grandes transformações do mundo, entretanto, há anos, o homem passou a ser a maior ameaça a esse animal, devido ao interesse pela carne e couro e, sobretudo, a destruição do seu habitat”. Ela comenta que essas ações levaram ao declínio da espécie, hoje ameaçada. “Esses números foram tão significativos que fizeram com que o animal fosse incluído, pelo Ibama, na lista vermelha de animais ameaçados de extinção”.
A veterinária diz ainda que existem fazendas de criação de jacaré-de-papo-amarelo em Mato Grosso e interior de São Paulo. “Essas fazendas produzem animais para suprir a demanda de restaurantes e butiques de carnes. As propriedades são legalizadas e oferecem a possibilidade de recolocação da espécie em natureza, se houver um declínio muito grande”.
Com papel importante na natureza, os jacarés fazem o controle biológico de outras espécies animais ao ingerirem indivíduos mais fracos, velhos e/ou doentes. Outra vantagem é que se alimentam de insetos e de caramujos transmissores de doenças, como a esquistossomose. Suas fezes servem ainda de alimento a outros animais, inclusive os peixes. No quesito reprodução, a fêmea costuma pôr de 30 a 50 ovos, por vez. Ela constrói o ninho próximo à água, com folhas, gravetos e terra. A incubação é de cerca de 90 dias.
Sandra revela outro fato curioso: “Apesar da aparência assustadora, a fêmea é muito cuidadosa com os ovos. Ela fica de olho o tempo todo e, quando está na hora do nascimento, auxilia os filhotes, quando necessário, colocando o ovo cautelosamente na boca para rompê-los. E quando os filhotes nascem, os cuidados são redobrados, pois os jacarés podem ser vítimas de ataques de garças ou outras aves”.

Lenda curiosa
De antigo morador de um morro a uma lenda. Assim ficou conhecido o jacaré que, na década de 1990, habitava a lagoa da Saudade, no morro da Nova Cintra, em Santos. Retirado por profissionais do Ibama, em 2004, a “Florentina”, como era conhecido o animal, ainda habita o imaginário de quem vive por lá. Muita gente acredita que ela vive nas profundezas do lago.
De acordo com a prefeitura, na ocasião, o Ministério Público solicitou a retirada do bicho para evitar que ele machucasse a população, já que, costumeiramente, saía do lago. Na operação, descobriu-se que havia três animais, em vez de um, na lagoa. Todos foram capturados e devolvidos ao seu habitat.

Apesar da curiosidade natural do ser humano com relação aos jacarés, é preciso muita cautela ao se avistar o animal. A veterinária orienta: “Não chegue próximo. Trata-se de um animal que utiliza a calda e a boca para se defender. Se ele se sentir ameaçado, vai atacar”. O primeiro passo é procurar um local seguro para ficar. Depois, entrar em contato com a polícia militar, que já encaminha a ocorrência à Polícia Ambiental. “É importante não tentar amarrar o jacaré, em hipótese alguma, pois ele vai atacar. Eles são muito perigosos, principalmente, ao se sentirem acuados. Naturalmente, o jacaré tem uma imagem que assusta, mas ele é merecedor de cuidados. Merece também nosso respeito, como qualquer animal”.
Outra dica da especialista diz respeito aos banhos em rios e mangues. “A Baixada Santista tem uma incidência natural desses animais, em todos os cursos de rios e mangues. Se já foi avistado algum exemplar, evite se aproximar. Você não pode criar uma situação difícil por curiosidade ou ousadia. Isso pode ocasionar um acidente grave”, pontua Sandra Perez, que finaliza com uma mensagem especial: “No final, quem vai sofrer também é o animal, que pode ser abatido. É preciso que a sociedade compreenda que o jacaré tem o seu habitat, é o único que ele pode frequentar. É preciso não pressioná-lo ainda mais. Ele pode não ser carismático, não ser um animal bonitinho, mas tem o seu papel relevante na natureza. Temos que aprender a respeitar”.

O mundo cor de rosa sobre duas rodas

É cada vez maior o número de mulheres no comando de motocicletas nas cidades e nas estradas. Da garupa para o banco da frente, elas se sentem livres e realizadas

Gisela Bello

Amélia, Andrea, Fernanda, Lucia, Raquel, Regina… Todas são unânimes em dizer que o sentimento de liberdade, quando estão no controle de uma motocicleta, é indescritível. Além de ser um veículo de locomoção mais fácil de estacionar e econômico, sentem-se mais confiantes, felizes, e isso, para elas, não tem preço.
Um estudo encomendado pela Harley-Davidson dos Estados Unidos, conduzido pela empresa Kelton, especializada em pesquisa de mercado, aponta justamente isso, que as mulheres motociclistas de lá também se sentem mais felizes, confiantes e até mais sexy do que as mulheres que não pilotam. A pesquisa contou com a participação de 1.013 mulheres que dirigem motos, e outras 1.106, que não dirigem, todas com idade acima de 18 anos. Além dessas constatações, o estudo revelou que 75% delas acreditam que suas vidas mudaram para melhor depois que começaram a andar sobre duas rodas.
Ricardo Vilela, proprietário da loja Harley-Davidson há quase quatro anos, na cidade de Santos, tem percebido o aumento no número de mulheres que compram motocicletas em sua loja: “No mundo Harley, as pessoas acham que o universo é totalmente masculino, mas isso vem sendo desmistificado. Ao longo desses anos, o crescimento das mulheres que escolhem uma Harley foi de 10%. Elas começam pilotando motocicletas de baixa cilindrada e depois partem para as maiores e, geralmente, escolhem a cor branca ou uma cor diferente, com detalhes que chamem a atenção”, explica Vilela.
E foi pensando em inserir cada vez mais mulheres neste universo que a médica cardiologista Fernanda Rodrigues Fernandes aceitou ser a representante do grupo Ladies of Harley, em Santos. Ela, que vem de uma família de motociclistas, começou a pilotar uma XL 125 aos 14 anos; ficou alguns anos sem dirigir motos, reaprendeu e comprou sua primeira H-D aos 34, e desde então, não parou mais de sentir o vento no rosto e a deliciosa sensação de liberdade. “Seja qual for o desafio na vida eu sei que posso tentar e vencer. E mesmo que eu caia, eu vou ter outra chance de levantar. Sou dona das minhas escolhas e é como enxergo a minha vida na prática”, relata Fernanda. Com esse espírito de vencedora, a cardiologista representa as quase cinquenta mulheres do grupo Ladies of Harley.
Mas Fernanda não está sozinha na busca por novas adeptas. A representante de vendas de produtos farmacêuticos, Raquel Gaspar Mayr, recebeu o convite da diretoria no início do ano, para, junto com Fernanda, representar esse time de mulheres corajosas e destemidas, e afirma que toda essa movimentação é um reflexo do poder e do avanço feminino. “Nós temos essa força, essa determinação, e aqui temos histórias lindas de superação e sonhos realizados”, declara Raquel, que herdou do pai esse gosto pelo motociclismo. Aos nove anos, já brincava com uma moto Honda Setentinha e, aos 14, ganhou uma moto Jóquei vermelha, da Yamaha.
A cirurgiã-dentista Andrea Falino é uma das mais recentes integrantes do grupo e viu seu sonho ser concretizado há poucos meses. Desde os 14, sonhava em ter sua própria moto. O avô materno era piloto de motovelocidade e o tio, motociclista, sempre a inspiraram. Mas sem o apoio de outros familiares, viu seu desejo engavetado durante longos anos. Porém, tudo começou a mudar em março desse ano, depois que amigos a incentivaram a colocar em prática o que mais queria.
Para Amélia Ribeiro, a paixão por esse estilo de vida veio só há dois anos, por influência do marido, que lhe deu de presente sua H-D. Trabalhando no setor administrativo de uma empresa, ela conta que os fins de semana são sempre esperados para viajar com o companheiro e os amigos. “Adoro pilotar na estrada, ver a paisagem. Lembro-me de um evento do H.O.G Rally, em Petrópolis, no Rio de Janeiro, em que participamos, e a cidade estava lotada de motociclistas. No dia em que fomos embora, os moradores fizeram um corredor para as motos passarem e se despediam acenando. Chorei de emoção. Só quem vive essa experiência sabe o que estou falando”, recorda.
O casal de médicos Regina Lopes e José Sampaio Lopes também aproveita para viajar nas horas de folga. Com a vida agitada que levam, ela psiquiatra e, ele, intensivista, entre um plantão e outro, não pensam duas vezes e saem, cada um em sua moto, para curtir a estrada e conhecer novas cidades. A paixão por motocicleta veio da Regina, que, desde pequena, sonhava em ter uma Harley. Mas, o sonho só virou realidade em 2013 quando ganhou do marido o modelo que queria. E ele, para acompanhá-la em seus passeios, não pensou duas vezes: tirou carta e comprou uma também. “Acabei criando um monstro em casa. Porque, quando chove, é ele quem fica mal-humorado de não podermos viajar”, conta brincando Regina.

Habilitadas para a aventura
Segundo o Detran-SP, no estado, o aumento de mulheres que procuram habilitação na categoria A (moto) foi de quase 5% nos últimos dois anos. Em 2015, foram 7.375 novas condutoras, já em 2016, o número subiu para 7.694. Na Baixada Santista, as cidades do Guarujá e Peruíbe lideram o ranking das nove cidades nas quais houve o crescimento de habilitações femininas nessa categoria. Em 2015, no município de Peruíbe, foram 16 e, em 2016, o número subiu para 27. Já no Guarujá, em 2015 foram 121 carteiras tiradas e, em 2016, pulou para 174. O aumento também é sentido pela Abraciclo – Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas, Ciclomotores, Motonetas, Bicicletas e Similares. A participação feminina subiu 5% em dois anos, de 2013 para 2015, segundo a entidade.

Crescimento do mercado
As oficinas especializadas em peças, acessórios e serviços de motocicletas também já sentem o crescimento feminino nesse segmento. Vitor Forte trabalha nessa área há 39 anos e conta que, nos últimos dez, viu o número das suas clientes aumentar 20%. Ele acredita que alguns fatores tenham sido decisivos: “As fábricas apostaram em cores mais femininas, e a facilidade de ir e vir ajudou nesse aumento”.
A Dog’s Garage também sentiu o crescimento delas no comando de suas máquinas. Angelo Marini, um apaixonado por motocicletas, vive nesse mundo há trinta anos e realizou, há três, o sonho, junto com seu sócio, de abrir a oficina. Ele diz que, das dez motos que entram na oficina, três são de mulheres e que todas as motocicletas femininas têm a personalidade da dona.
Lucia Helena Macchione, mulher de Marini, dá algumas dicas importantes na hora da pilotagem na estrada: “Nada de salto alto; numa queda, pode entortar o pé; não usar tênis em dias de chuva porque escorrega; usar roupas com proteção e bota adequada; evitar acessórios como brincos e correntes. Caso ocorra uma queda, a pessoa estará mais protegida”. Lúcia, assim como o marido, é uma apaixonada por motocicletas. Começou a pilotar aos 19 anos uma moto cross 125 cilindradas, mas, ao longo dos anos, foi mudando o estilo e adquirindo outros hábitos. “Gostava de alta velocidade, mas, depois comecei a querer admirar a paisagem na estrada e a sentir outras emoções”. Ela recomenda para as iniciantes os cursos de pilotagem: “Obtive vários conhecimentos, técnicas e limites de até aonde poderia chegar com cada moto que tenho”, esclarece Lúcia, que hoje tem na garagem três belas motocicletas.
Outro serviço que percebeu o aumento da ala feminina na pilotagem de motos foi o de seguros. Rodrigo Martins, da RGMS Seguros, está no mercado há quinze anos e confirma esse crescimento do setor: “Atualmente, 30% dos meus clientes são mulheres. Elas são mais cuidadosas e estão mais preocupadas em relação à assistência e cobertura do que os homens”.
Cynthia Regina de Almeida, gerente da Auto Moto Escola Rallye, em Santos, trabalha há trinta anos no local e destaca alguns pontos sobre esse crescimento: “A mulher adquiriu sua liberdade financeira e trabalha fora. A economia também influencia na questão”. Segundo Cynthia, o aumento acontece de cinco anos para cá e, só nesse semestre, foi de 10% em relação ao mesmo período do ano passado.
Vanessa Dias foi contratada, há quatro anos, pela autoescola graças à maior demanda. Ela conta que trabalha nessa profissão há oito anos e adora o que faz; diz que não apenas a ala feminina prefere ter aula com uma mulher: “Tenho muitos alunos que também gostam de ter aula comigo. Eles dizem que sentem mais confiança e que somos mais cuidadosas.” Vanessa revela que muitos alunos são jovens, na faixa dos dezoito anos, mas que tem aumentando muito a procura da turma dos 40 aos 55 anos.

Lixo que dá lucro

Projeto Recicla+Santos já tem mais de 600 participantes

Luciana Sotelo

Você sabia que cada brasileiro gera pouco mais de 1kg de lixo por dia? Mesmo com a crise econômica, a quantidade de resíduos parece se multiplicar nas lixeiras e, na maioria das cidades, esse material ainda oferece risco à saúde da população e danos irreparáveis ao meio ambiente por levarem anos, e até décadas, para se decomporem. A respeito, os dados são alarmantes. De acordo com relatórios da Ellen MacArthur Foundation (fundação internacional que atua com pesquisa, análise e inovação de negócios para acelerar a transição para a economia circular), cerca de 8 bilhões de toneladas de plástico são descartados nos mares, por ano, o que equivale a um caminhão de lixo por minuto, ou seja, se as coisas continuarem nesse ritmo, estima-se que, em 2050, haverá mais plástico do que peixes nos oceanos. Além dos plásticos, há ainda os vidros, papéis e metais.
Um ponto positivo é que todos têm em comum a facilidade no processo de reciclagem; o negativo, é que nem sempre essa é a destinação que recebem.
A reciclagem é uma das alternativas mais vantajosas, tanto do ponto de vista ambiental como social. Além de reduzir o consumo de recursos naturais, poupa energia e água, embora não seja a opção mais utilizada. Segundo a Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos, a economia brasileira perde cerca de R$ 120 bilhões por ano em produtos que poderiam ser reciclados, mas que vão parar nas latas de lixo.
Para incentivar a prática da separação do lixo e a destinação correta desses materiais, em Santos, recentemente, foi lançada uma iniciativa pioneira: trata-se do Recicla + Santos, um programa de vantagens que converte resíduos recicláveis em pontos e estes geram descontos, bônus ou até mesmo brindes, na compra de produtos em uma rede credenciada ao projeto.
A dona do conceito é a empresa 3E Sustentabilidade, que investiu R$ 350 mil na iniciativa, com apoio da prefeitura de Santos e do Grupo Mendes. A expectativa é recolher de 15 a 20 toneladas de recicláveis por mês. Já a coleta pública seletiva de lixo, feita por caminhões em toda cidade, retira, em média, 300 toneladas/mês.
E a mudança cultural da população já começou, como revela Maurício de Paula Gonçalves, coordenador comercial do projeto. O primeiro ecoponto, instalado ao lado da rampa de descida do estacionamento do Shopping Praiamar, em funcionamento há pouco mais de um mês, já superou as expectativas. “Nos primeiros 30 dias, cadastramos 620 pessoas e coletamos 15.5 toneladas de resíduos. Nossa avaliação é superpositiva, a aderência foi espetacular”.
Durante a reportagem, num período de 1 hora, quase 10 pessoas passaram pelo ecoponto e deixaram sua contribuição. Entre as participantes, conhecemos a motorista Elaine Patrícia de Souza. Ela confessou que, antes de saber dessa ação, jogava tudo no lixo comum, mas, agora, separa os materiais com muito gosto. Preocupada com a poluição dos rios e a quantidade excessiva de lixo nas ruas, ela conta que está incentivando os familiares e vizinhos a fazerem o mesmo. “Estou superengajada, já tenho pontos acumulados e, agora, pego até resíduos nas ruas, para ajudar”.
A jornalista Mônica Basile também ficou empolgada e resolveu aderir. Ela mora próximo ao ecoponto e, trouxe garrafas PETs, vidros, embalagens plásticas variadas, metais, papéis; conseguiu 85 pontos na balança. “Separei em casa e na casa do meu namorado. É legal a gente começar a fazer pelo menos o mínimo para contribuir com a sustentabilidade do planeta. Se cada um fizer a sua parte, teremos um mundo melhor, certamente”.
De resíduo em resíduo, o sistema, que funciona como uma máquina de cartão de crédito, pontua os participantes. Dona Maria de Fátima Faria, primeira doadora oficial do Recicla + Santos, já totaliza quase 11 mil pontos. A professora revela que já esperava por um programa como este há tempos. “Eu sempre fiz a minha parte e, agora, posso trazer para o ecoponto tudo separadinho. Meu grande intuito é ajudar o meio ambiente, porque mesmo na correria do dia a dia a natureza não pode ser esquecida”.
Incansável, ela diz, orgulhosa, que vai ao ponto de coleta todos os dias, sempre com o carrinho lotado de recicláveis. Ela explica que o segredo para tanta contribuição não está no consumo desenfreado, pelo contrário, está na campanha de conscientização que faz também com os vizinhos e amigos. “Ninguém joga mais reciclados no lixo. Eu recebo tudo e trago pra cá, com a certeza de que terão um destino certo”.
Ansiosa, ela não vê a hora de poder trocar seus pontos por vantagens. “Eu acho interessante essa contrapartida. É um incentivo a mais”.
Maurício de Paula Gonçalves, coordenador comercial do projeto, explica que o Recicla + Santos está cadastrando parceiros para fazerem a transferência dos pontos. “Cada comerciante vai ter um tipo de promoção, brinde ou desconto. Cada um com seu modo de fazer a conversão”.
A primeira a acreditar na proposta foi a empresária Lucilene Pereira de França, proprietária da Florença Forneria. “É muito importante fazer parte dessa ação. Eu sinto que esse projeto traz o incentivo que faltava. Com o atrativo econômico, as pessoas participam e, se ganham algo em troca, ficam satisfeitas”.
Ela afirma que, além de participar como parceiro, seu estabelecimento, que fica na Ponta da Praia e existe há 3 anos, também vai fazer a lição de casa, ou seja, separar os recicláveis. “Isso ajuda a disseminar a conscientização porque, ensinando um funcionário a separar os resíduos, consequentemente, ele leva a ideia adiante em casa, na família. É um trabalho de formiguinha”.
Segundo a supervisora de projetos da 3E, Ana Maria Azevedo Velho, responsável pela parte de resíduos, operação e gestão da reciclagem, o que mais chega ao posto de coleta são papéis (todos os tipos), plásticos e metais, nessa ordem. “Depois que sai daqui, o material segue para um trabalho minucioso de segregação fina, depois é prensado e enfardado. Daí sim, segue para a indústria. Cada resíduo tem um caminho específico na reciclagem. O papel, por exemplo, vai para a indústria de celulose”.
Ana explica que os pontos são cumulativos e essa evolução pode ser acompanhada no site, que registra o histórico dos participantes. “É possível verificar, por dia, o que cada pessoa trouxe, bem como o acumulado e, o mais importante, quanto de contribuição ambiental a reciclagem gerou. No caso, se a pessoa trouxe uma tonelada de papel, fica sabendo que, com esse montante, deixaram-se de derrubar cinco árvores”.

Participe
O ecoponto funciona de segunda a sexta-feira, das 8h às 17 horas, na rua Vergueiro Steidel, 352, ao lado da rampa do estacionamento do Shopping Praiamar, no bairro da Aparecida.
Para participar, é necessário se cadastrar no local ou pelo site www.reciclamaissantos.com.br. Basta informar nome completo e CPF. O participante recebe um cartão do projeto.

Pioneirismo
A 3E Sustentabilidade tem dez anos de experiência em reciclagem de lixo. Atua em oito estados e dezenas de municípios (como São Paulo, Rio de Janeiro, Belém, São Luiz, Fortaleza), mas a cidade de Santos é a primeira na qual o lixo resultará em economia na compra de mercadorias. Nas outras cidades nas quais o projeto foi implantado, os participantes só conseguem abatimento no valor da conta de luz.

Manual prático do que separar
Papel – (papel branco, papelão, revistas, cadernos sem arame e capa e livros);
Vidro – (embalagem em geral, garrafa de bebidas como cerveja, vinho e aguardente);
Metal – (ferros em geral, bateria, parafuso, lata de cerveja ou refrigerante);
Plástico – (garrafa de refrigerante PET, embalagens de margarina, de detergente e de água sanitária);
Outros – (óleo de cozinha, embalagem Tetrapak).
Obs.: Separe, lave e seque o material reciclável e leve até o ecoponto; material sujo e molhado não é aceito; os resíduos são identificados e pesados no ecoponto.

Morreu um número

O jornal britânico The Guardian acaba de publicar uma lista com o total de pessoas mortas, este ano, por defenderem a terra ou os recursos naturais de suas comunidades. São 127 ‘defensores ambientais’, como chama o jornal – até agora

Marcus Neves Fernandes

A continuar na atual taxa, na próxima semana conheceremos mais quatro vítimas. A mais recente delas, aliás, foi registrada aqui mesmo no Brasil. Edilson Pereira da Silva foi morto em uma emboscada, em agosto, no Parque Nacional da Serra da Capivara, no Piauí, que abriga pinturas rupestres e vestígios de ocupação humana que remontam há mais de 25 mil anos.
Edilson combatia a caça e o desmatamento ilegais, seja para garimpo ou agropecuária. Ele trabalhava como guarda florestal para o ICMBio, um instituto público federal que hoje leva o nome de Chico Mendes, morto defendendo os recursos naturais de sua região, Xapuri, no Acre, há quase 30 anos.
Nessa área, nem exemplos, ou tampouco eventuais mártires, parecem fazer diferença. O Estado, leia-se eu, você e todas as demais pessoas desta dita sociedade, continua impotente em oferecer uma equação que gere resultados satisfatórios para proteção do patrimônio ambiental. Um Estado que, obviamente, já é, há muito tempo, o mínimo possível, principalmente, quando o que precisa ser feito é fiscalização.
Sim, porque não se trata apenas de um xis número de vigilantes e um sofisticado aparato tecnológico, para proteger recursos preciosos, como nascentes ou florestas, a partir das quais se extraem os compostos mais importantes para inúmeras drogas hoje no mercado.
O que mais precisamos é justamente aquilo que menos existe: vontade política. Uma daquelas expressões que, de tanto repetir, já nem causa mais espanto ou perplexidade. Parece que estamos cada vez mais letárgicos, vendo discursos fascistas apostarem em ódio e intolerância, vazios e falsamente fáceis.
É preciso, talvez como nunca, realçar o que está em jogo, reforçar o que estamos, coletivamente, perdendo. O ônus é imenso, moralmente impagável. E não precisamos ir para o Piauí ou Acre. Isso pode ser facilmente constatado e valorado aqui mesmo, em qualquer cidade do litoral paulista.
Em setembro, por exemplo, comemorou-se o Dia da Árvore. E um estudo recém-concluído constatou que as árvores oferecem um serviço ambiental equivalente a US$ 500 milhões para cidades com cerca de 10 milhões de habitantes.
No ambiente urbano, as árvores reduzem a poluição atmosférica, atenuam a poluição sonora, aumentam a umidade relativa do ar, amenizam o impacto dos ventos, proporcionam maior conforto térmico, geram bem-estar psicológico, retêm parte da chuva, atraem a fauna e, obviamente, proporcionam valorização imobiliária.
Em ruas nas quais há pouco sombreamento, pesquisas demonstram que ocorre um desgaste até 30% maior do asfalto, por causa dos raios solares. Por outro lado, ruas arborizadas têm menor necessidade de refrigeração artificial, o que reduz o gasto com energia elétrica – uma das fontes campeãs de geração de gases de efeito estufa no mundo.
Se, no ambiente urbano, as árvores têm tamanha relevância, imagine o que representa, coletivamente, um patrimônio como a Floresta Nacional do Jamanxim ou a Reserva Biológica Nascentes da Serra do Cachimbo.
O mesmo governo federal, que tentou, por decreto, extinguir a reserva nacional do Cobre e Associados, tenta, nos bastidores, ao lado da bancada ruralista, reduzir o nível de proteção dessas duas reservas.
Talvez nem há 30 anos, quando da morte de Chico Mendes, os cientistas e o movimento ambientalista poderiam imaginar tamanho retrocesso. É essa maneira de fazer política que torna o guarda-parque Edilson Pereira da Silva um número. É essa maneira de fazer política que, por vezes, nos impede até de ver as árvores, mesmo aquelas na porta de nossas casas.

A arte da iluminação

Profissionais especializados dão dicas para gerar atmosferas agradáveis e prazerosas com o uso de luzes diretas e indiretas

Estela Craveiro

Nada como uma boa iluminação para ampliar o conforto e a beleza de uma residência. Naturalmente, o ideal é já construir a edificação com um projeto luminotécnico, associado ao projeto arquitetônico. Mas sempre é possível mudar o que já está pronto. Conhecendo os princípios da arte de iluminar, é uma tarefa até lúdica. O essencial é ter em mente que, como diz Gustavo Di Menno, lighting designer e fundador da Dimlux, “luz tem mais a ver com o que se sente do que com o que se vê” e deve “contribuir com o preenchimento e distinção dos espaços”, valorizando tanto a arquitetura quanto a decoração.
Tudo começa com a análise do uso de cada ambiente, ensina a arquiteta Débora Durigon: “Tem que prever pontos de luz em áreas de leitura, como mesas de estudos e trabalho, em áreas de refeições, em áreas de uso de espelho, como banheiros e lavabos, e em áreas próximas aos guarda-roupas. É interessante também planejar os interruptores. Distribuir a iluminação em alguns circuitos pode ser muito econômico e prático”.
Mas quais fontes de luz escolher? Sérgio Ferrazini Jr., engenheiro eletricista da Trans-Elétrica Iluminação, as classifica em dois grupos: “Luzes indiretas proporcionam maior conforto e aconchego. São indicadas para dormitórios e ambientes sociais. Já cozinhas, lavanderias e banheiros pedem luz direta, mais uniforme, forte. Nos ambientes externos integrados aos internos, projetores de pequena potência, preferencialmente, de LED, em tons de âmbar, verde e azul ajudam a compor um clima relaxante”.
No litoral, também é bom estar atento ao calor gerado pelas lâmpadas. Luzes frias podem até ajudar a manter o frescor, mas não criam atmosferas aconchegantes. Indicam-se lâmpadas LED, com baixa emissão de calor, hoje disponíveis com grande variedade de cores e passíveis de controle ótico. Mas lâmpadas eletrônicas também dão bons resultados, dizem especialistas.
Gustavo Di Menno explica que “as temperaturas de cor mais quentes trazem a sensação de descanso e relaxamento. Remetem ao final do dia, ao pôr do sol. Em função desta ação psicológica, são as preferidas para ambientes usados para atividades de prazer e repouso”. Em lâmpadas, a temperatura de cor é medida em graus Kelvin (K). Quanto maior o número, mais fria é a cor que emite.
A arquiteta Patrícia Cillo, da Figoli-Ravecca Arquitetura, observa a importância do formato das fontes de luz: “O ideal é usar luzes diretas, embutidas ou não, sobre quadros, bancadas, áreas de circulação e locais onde se faça necessária a claridade. Brincar com abajures e plafons, com luzes indiretas, deixa os ambientes mais aconchegantes. E é preciso cuidado com pendentes. Se tem um na sala de jantar, não deve haver outro no ambiente ao lado. São como esculturas. Merecem destaque”. Também é fundamental evitar pontos de luz acima de camas, televisões e sofás, para não ofuscar a visão.
O arquiteto Ricardo Caminada, sócio da Díptico Design de Interiores, ressalta a praticidade dos circuitos independentes, com a iluminação acionada conforme a situação. “Para um bate-papo entre amigos, por exemplo, todas as luzes da sala acesas podem causar incômodo. A iluminação indireta é mais confortável. Gosto de abusar das opções para iluminar o mesmo ambiente. Lanço mão de várias cenas de spots e abajures”, ele conta. E frisa que as cores do piso, das paredes e dos móveis são decisivas: “Se a opção for por um tom escuro, que absorve mais luz, preciso de mais intensidade de iluminação. Se o décor tiver cores mais claras, diminuo a intensidade da luz”.
Para completar, em casas no litoral, atenção aos componentes. “É importante atentar às características técnicas das luminárias, por causa da maresia e das chuvas com vento. Devem atender requisitos de resistência física, ser construídas com peças não corrosivas, passar por pinturas que proporcionam maior durabilidade”, recomenda Gustavo Di Menno.

 

Espaguete, o queridinho dos almoços em família

Popularizado em Nápoles, na Itália, essa massa é prática, versátil e saudável

Fernanda Lopes

Não há prato com mais jeitão de família e de domingo do que uma bela macarronada. Pelo menos, para nós, paulistas, que temos grande influência italiana. E o espaguete é, disparado, o tipo mais conhecido e consumido. Geralmente, ele é servido com molho ao sugo ou à bolonhesa, mas também pode receber outros acompanhamentos, como sugerimos em receitas aqui. Aliás, um dos motivos do seu sucesso é a praticidade e versatilidade, aceitando muitos acompanhamentos e temperos.
O spaghetti popularizou-se em Nápoles, na Itália. Acredita-se que sua origem seja árabe, preparado numa espécie de tubo de massa oca e fina. Originalmente, os fios de espaguete mediam mais de 50cm de comprimento. Depois, foram cortados até chegar ao comprimento atual de 25cm.
Graças a seu diâmetro tradicional, de tamanho intermediário no universo das massas longas, o espaguete é versátil e permite infinitas combinações: desde as receitas mais tradicionais até as mais inéditas. E nada de quebrar a massa na hora de cozinhar, afinal, enrolar a massa no garfo é um dos prazeres de degustá-la. No Brasil, a receita da macarronada chegou pelas mãos das nonas, que imigraram para cá muito tempo depois, no final do século XIX.
Os benefícios nutricionais do macarrão são muitos. Ele leva mais tempo para ser digerido pelo organismo – mais do que o pão ou o arroz brancos. Assim, colabora para prolongar a sensação de saciedade e manter os níveis de glicemia estáveis no sangue no período após a refeição. É reconhecido como um alimento que reúne baixas concentrações de sódio, gordura e colesterol. É uma rica fonte de carboidratos, que nos traz energia para as atividades diárias. A versão integral conta ainda com inúmeros nutrientes importantes para a saúde, como as vitaminas do complexo B e o ferro. O que não se pode, claro, é exagerar. Mas isso serve para basicamente todos os alimentos.

Aprenda a cozinhar o espaguete

Pode parecer fácil, mas há dicas fundamentais para se cozinhar o espaguete. Deve-se deixar a massa al dente para que absorva mais o sabor do molho e, também, para ficar mais saudável, demorar mais para ser digerido e se transformar em açúcar. Veja abaixo a receita do espaguete cozido à italiana:
Ingredientes: 500g de espaguete; 1 colher (sopa) de sal; 5 litros de água fervendo.
Preparo massa: em uma panela grande, coloque a água para ferver com o sal. Quando estiver fervendo, coloque o macarrão. Cozinhe até estar al dente. Siga o tempo determinado na embalagem.

Alguns tipos disponíveis no mercado

Macarrão à base de farinha branca: é considerado um alimento de baixo índice glicêmico, e também pobre em colesterol, gorduras e sódio;
Integral: como nessa versão do alimento, o trigo é moído com a casca, ele preserva mais propriedades nutricionais do que o macarrão convencional. Tem mais fibras e micronutrientes, como magnésio, selênio, cobre, manganês e vitaminas do complexo B;
Enriquecido: já é possível encontrar massas adicionadas com legumes (beterraba, espinafre e cenoura) e que, além de colorirem naturalmente o alimento, agregam diversos nutrientes ao prato. O enriquecimento com minerais também vem sendo empregado, inclusive, em massas pré-cozidas voltadas para o público infantil;
Sem glúten: é indicado apenas às pessoas portadoras da doença celíaca, que apresentam intolerância ao glúten.

Dicas

– Nada de usar óleo ou azeite no cozimento, que atrapalha a aderência do molho à massa;
-Use sempre 1 litro de água fervente para cada 100g;
-Prefira as massas de grano duro, que ficam mais al dente e aderem melhor ao molho;
-Não quebre a massa. Isso faz com que o amido solte e deixe o macarrão grudento. Além disso, os fios devem ser longos;
-Se usar massa fresca, cozinhe somente por 2 minutos, também em água abundante;
-Se não for usar a massa na hora, após escorrer, dê um banho de água gelada e besunte com azeite para não grudar;
-Coloque o espaguete em uma frigideira grande com o molho escolhido e salteie para pegar mais sabor.

Receitas

À matriciana
Ingredientes: 400g de espaguete cozido al dente; 250g de bacon; 500g de tomate bem maduro (ou tomate pelado); 150g de queijo pecorino ou parmesão ralado; 1 colher (sopa) de azeite ou banha de porco; ½ pimenta dedo-de-moça; sal a gosto.
Preparo: frite o bacon em uma frigideira grande, com um pouco de azeite. Junte a pimenta dedo-de-moça e os tomates e refogue por cerca de 10 minutos. Acerte o sal. Escorra o espaguete, despeje na frigideira com o molho, junte o queijo e o bacon; misture muito bem e sirva.

À carbonara
Ingredientes: 250g de pancetta (ou bacon); 1 dente de alho amassado; 1 colher (sopa) de azeite; 400g de espaguete cozido al dente; 4 ovos; 4 colheres (sopa) de queijo parmesão ralado; 4 colheres (sopa) de queijo pecorino ralado; pimenta-do-reino e sal a gosto.
Preparo: corte a pancetta em pedacinhos bem pequenos. Em uma frigideira, coloque um pouco de azeite e o alho amassado. Junte a pancetta até ficar dourada e soltar a gordura. Quando o alho estiver dourado pode retirá-lo (serve para dar mais sabor). Em um recipiente, bata os ovos inteiros com os queijos ralados e moa a pimenta-do-reino por cima. Misture até que fique homogêneo. Misture o espaguete cozido al dente à frigideira da pancetta (ainda no fogo) e depois coloque o ovo batido por cima.

Revista Beach&co