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Bertioga em busca de sua vocação natural

Aos 26 anos de idade, completados neste mês de maio, Bertioga já recebe uma boa demanda de turistas em busca de natureza e aventura, por isso, prepara-se para potencializar sua vantagem ambiental e histórica

Dona de três grandes bacias hidrográficas e diversas cachoeiras, com 93% de seu território de 490km² em áreas de preservação permanente, incluindo parte de seus 45 quilômetros de costa e 36 quilômetros de praias, Bertioga guarda, desde o século XVI, tesouros turísticos, históricos e naturais, muitos ocultos até a presente data. Passear e pescar no píer da Vila ainda são as atrações mais conhecidas. Navegar pelo vigoroso rio Itapanhaú é privilégio de pescadores e proprietários de barcos. São poucos os que já experimentaram as delícias de caminhar pelas trilhas D’Água e Guaratuba, ou de se refrescar no raso e tranquilo rio Jaguareguava, perfeito também para ser percorrido por caiaques e canoas, dentro do Parque Estadual da Restinga de Bertioga (Perb).
Muitos outros desconhecem o prazer de apreciar o rio Guaratuba ao desembocar na praia homônima, com mar inacreditavelmente transparente na maré baixa. E não imaginam que, a poucos metros da rodovia Rio-Santos, esteja a espetacular praia do Itaguaré, literalmente cortada pelo rio homônimo, também em área do Perb. Há também quem desconheça que a bem cuidada praia da Riviera de São Lourenço é aberta a todos. Antigamente muito frequentada, mas, desde 2012, fechada ao público, a Vila Inglesa da Usina de Itatinga, a primeira termelétrica do Brasil, criada em 1910, e o Forte São João, o primeiro do país, construído entre 1532 e 1547, são os locais históricos mais conhecidos da cidade. Já o povo guarani, anterior às duas atrações, poucas visitas recebe na Aldeia Rio Silveira, em Boraceia.
Mas uma nova circunstância desenha-se pela conjunção de vários fatores, e, até o próximo verão, deve começar a imprimir novos traços ao perfil turístico da cidade, como explica o prefeito Caio Matheus: “Nós precisamos saber explorar de maneira consciente o potencial de ecoturismo e todos os atrativos que temos. Nenhuma cidade da Baixada Santista possui identidade tamanha com a natureza como a nossa”. Diferentemente daqueles que apontam o Perb como um problema para Bertioga, um dos municípios ambientalmente mais bem protegidos do Brasil, ele acha que, “com esse limão dá para fazer limonada”. Está animado com a iminência da liberação do acesso ao parque, após a conclusão do plano de manejo, que definirá regras de uso da área de 93km², que deve acontecer entre julho e outubro próximos.
Além das outras nove trilhas catalogadas, por ora inacessíveis, novas poderão ser criadas e serviços receptivos de turismo devem ser estabelecidos em alguns pontos. Ney Carlos da Rocha, secretário municipal de Turismo, Esporte e Cultura, destaca: “O que falta é uma organização que transforme nossas atrações em produtos. A matéria-prima mais valiosa do turismo internacional, que é a natureza, nós temos. E possuímos nossa rica participação na história do Brasil. Em dois anos, devemos ter mudanças significativas”. Uma condição fundamental para o sucesso da empreitada é o plano de turismo que deve ser concluído até o fim de 2017, com a meta de eliminar a sazonalidade, concentrada no verão e na praia da Enseada.
Além de explorar o ecoturismo e a história da cidade, deve contemplar eventos nas várias facetas do turismo viáveis em Bertioga, como os esportes náuticos e de praia, pesca e surfe. Também deve contemplar atrações musicais no Forte São João, patrimônio histórico e cultural brasileiro, agora candidato a patrimônio cultural mundial, e no anexo Parque dos Tupiniquins, que, a médio prazo, deve ganhar uma concha acústica e um centro de cultura indígena. Um roteiro histórico incluindo as ruínas da Ermida de Santo Antônio do Guaibê, construída em 1560, do outro lado do canal de Bertioga, em frente ao forte, é assunto de conversa entre a Secretaria de Turismo de Bertioga e a Secretaria de Turismo do Guarujá. Reabrir Itatinga ao público é outra proposta a discutir.

Novidades
Paralelamente à elaboração do plano, a prefeitura já se prepara para fazer algumas modificações na cidade até o fim ano. A orla da praia da Enseada, no trecho do bairro Rio da Praia, será reurbanizada, e a rua Augusto Ribeiro Pacheco, que liga a rodovia à praia, no Jardim Raphael, será pavimentada. No Centro, a avenida 19 de Maio, entre a Rio-Santos à avenida Tomé de Souza, na praia da Enseada, terá a segunda pista liberada ao trânsito de veículos. Mas, o que deve causar impacto é a eliminação do estacionamento da avenida Tomé de Souza, que ganhará mão dupla de direção.
Segundo Caio Matheus, “os objetivos são gerar mais movimento e diminuir o turismo predatório. Diversas cidades adotaram esse modelo para resolver problema similar e a maioria obteve sucesso. Vamos completar com fiscalização. Queremos mais ordenamento na praia e na orla, privilegiando o pedestre e o ciclista”. Já preparado para o impacto que deverá provocar o anúncio da mudança de local da feirinha da Vila e da peixaria, atualmente localizadas à beira do canal de Bertioga, no âmbito da revitalização da avenida Anchieta, em 2019, ele argumenta que “ambas merecem espaço melhor”.
A curto prazo, pretende-se chamar a atenção de quem passa pela Rio-Santos com a repaginação da principal entrada da cidade. Até o próximo verão, um portal será criado na confluência da pista com a 19 de Maio. Ficará em frente ao terreno, agora gramado e com árvores plantadas, no qual, em 2018, devem ser criados um espaço multiuso e um centro de eventos. No Maitinga, já em agosto, um novo receptivo turístico deve entrar em operação, ao lado da nova sede do Departamento de Operações Ambientais, no fim do calçadão da Enseada, com passarelas sobre a mata de jundu rente à praia.
Além de estimular agências de turismo a criar ofertas de passeios na cidade, é necessário capacitar profissionais que lidam com turistas, principalmente, em meios de hospedagem e restaurantes, para que saibam indicar o que há de interessante para fazer em Bertioga. Na realidade, é preciso preparar os moradores de Bertioga para isso. Inclusive, este é um tema em pauta na Secretaria de Desenvolvimento Social, Emprego e Renda. Grande parte da população, composta, na maioria, por migrantes, desconhece os apelos turísticos da cidade. Uma solução sugerida por Lucélia Terezinha Avelino, coordenadora pedagógica da Escola Estadual Archimedes Bava e membro do Conselho Municipal de Educação, é levar os estudantes, a partir do ensino fundamental, para ver de perto as atrações naturais, culturais e históricas da cidade, e se apropriar delas.
Essa escola, no Indaiá, em parceria com o Conselho Municipal de Turismo (Comtur), abriga um projeto piloto, sob o comando de Adriana Veronesi Ferreira, representante da Câmara de Dirigentes Lojistas nesse conselho. Até o fim de 2017, uma série de palestras leva informações sobre o setor de turismo aos estudantes do segundo e terceiro anos do ensino médio. O objetivo é fazer com que, além de saber quais os atrativos de Bertioga, eles percebam que podem atuar como guias turísticos, trabalhando para agências ou como autônomos. “Uma aluna, cujo pai tem uma bicicletaria, por exemplo, já está preparando um roteiro para passeios de bike”, conta Adriana, que é proprietária da pousada Clariô e da Clariô Tur. A ideia, a partir de 2018, é replicar o projeto em outras escolas.
Nesse campo, outra boa notícia é a formação de 80 monitores de ecoturismo pela Fundação Florestal, administradora do Perb, em parceria com as secretarias de Meio Ambiente e de Turismo e o Serviço Social do Comércio (Sesc), concluída neste mês. Eles são peças essenciais nos planos de realização do potencial turístico de Bertioga e se somarão aos monitores ambientais, há alguns anos formados pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac), para levar visitantes ao parque, no qual só se entra na companhia desses guias credenciados.
Por trás de tudo, o fator econômico acelera os planos de realização do potencial turístico de Bertioga. Não precisa ser expert para prever que o movimento de queda da absorção de mão de obra pela indústria da construção civil, principal fonte de empregos da cidade, não retornará a patamares anteriores. A crise econômica nacional não permite. Nem o alto nível de proteção ambiental da cidade. As áreas urbanas resumem-se a 7% do território. Entretanto, só são permitidas edificações em 4%. Os 3% restantes têm que ser mantidos vegetados. Falta espaço para construir e faz-se necessário criar um novo mercado de trabalho. Do ponto de vista administrativo, o município precisa gerar renda, para que o Poder Executivo aumente a captação de impostos e tente desenvolver capacidade própria de investimento, que hoje não existe.
Em contrapartida, as tendências do mercado de turismo no Brasil são favoráveis às ambições turísticas de Bertioga. A redução do poder aquisitivo da população, com pouquíssimas exceções, não impede totalmente as pessoas de viajar. Mas, muitas estão revendo suas escolhas, em busca de destinos mais próximos e acessíveis.
Empresárias dos meios de hospedagem, como Adriana, Norma Kiyomi Higasi Morimoto, da pousada Morimoto, e Juliana Gonzales de Souza, da pousada Serramar, observam a mudança do perfil dos seus hóspedes, antes focados nas praias. Vem crescendo o percentual dos que perguntam sobre a história, a cultura e as reservas naturais da cidade, e querem saber o que há para conhecer e fazer. É a procura por ofertas turísticas em fase embrionária. Não é difícil imaginar que, devidamente atendidas, tendam a crescer fortes e saudáveis.

Um clique natural

Qual é a sua natureza? É o que quer saber a The Nature Conservancy, e você pode responder com fotos, por meio de um concurso fotográfico de âmbito mundial

Luciana Sotelo

Viajar e levar na mala, além de roupas e expectativas, um olhar diferenciado, sensível. É assim que os amantes da fotografia podem se sentir diante de um novo desafio global que acaba de ser lançado. A maior organização de preservação ambiental global, a The Nature Conservancy, está com inscrições abertas para o concurso de fotografia Qual é a sua natureza?
Comprometida com o futuro, a entidade quer saber o que a natureza significa para cada um de nós. E se a pergunta é clara, o convite é desafiador: Quer compartilhar com o mundo a sua visão sobre a fauna e a flora do nosso planeta? Se a resposta for sim, esquece a selfie e capricha. Procure uma boa inspiração e, literalmente, mãos à obra.
Um dos grandes mestres da fotografia do século XX, o francês Henri Cartier-Bresson, já dizia: “Há uma fração de segundo criativa quando você está fazendo uma foto. Seu olho deve enxergar uma composição ou uma expressão que a própria vida oferece a você, e você deve saber, através da intuição, quando clicar. Esse é o momento em que o fotógrafo é criativo”.
O concurso é justamente isso, um verdadeiro estímulo à criatividade de fotógrafos amadores e profissionais. A ideia é incentivar o olhar atento, a observação cuidadosa do que a natureza representa e também do bem-estar que o meio ambiente proporciona.
Erik Lopes, coordenador do concurso da TNC no Brasil, destacou que, para quem curte fotografar as belezas naturais dos lugares que visita, o concurso é um motivo a mais para observar com carinho as paisagens e aquilo que elas têm de inusitado. Diz ele: “Queremos convidar fotógrafos amadores e profissionais a mostrar a importância do contato com o meio ambiente e, com isso, provocar emoções e reflexões em um público diversificado. Todos terão a chance de compartilhar sua visão sobre como nos conectamos com a natureza, em um mundo cada vez mais marcado pela ação do homem”.
Maior organização ambiental do mundo
Para fazer pensar, chamar a atenção do mundo para o meio ambiente e promover um concurso com tanta sensibilidade, a TNC tem lá suas razões. Ela está presente em mais de 35 países, com diferentes estratégias para executar sua missão de conservar as terras e águas das quais a vida depende.
No Brasil, o maior país da América do Sul, com sua diversidade natural de flora e fauna, a TNC está presente em várias frentes. A Amazônia, o Cerrado, a Mata Atlântica e a Caatinga, que são os principais biomas brasileiros, fazem parte da preservação da TNC no país, onde atua desde 1988. São quase 30 anos de contribuição para a conservação dos ecossistemas e recursos naturais. Segurança hídrica, agropecuária sustentável e infraestrutura são as principais estratégias de trabalho. Atualmente, possui escritórios em Belém, Brasília e São Paulo, com mais de 100 colaboradores. Os projetos contam com mais de 180 parceiros, entre os setores público, privado, ONGs, academias e associações indígenas.

Sedutora Itália

O Brasil possui atualmente cerca de 25 milhões de descendentes de italianos e, no dia 21 de fevereiro, comemorou-se o Dia do Imigrante Italiano no Brasil. Os estrangeiros que para cá vieram encontraram um país hospitaleiro e diversificado, e os laços formados entre os dois povos originou uma irmandade ítalo-brasileira

Aline Porfírio

Os primeiros imigrantes italianos começaram a chegar ao Brasil na década de 1870. Porém, foi entre as décadas de 1880 e 1910 que houve o maior fluxo de italianos para o território brasileiro, principalmente, para as regiões Sul e Sudeste do país. A maior parte deles veio para trabalhar nas lavouras cafeeiras. Segundo dados da embaixada da Itália no Brasil, cerca de 1,5 milhão de italianos passaram a residir no Brasil entre os séculos XIX e XX.
Como consequência dessa miscigenação, os brasileiros aderiram a muitas expressões, modos e, principalmente, gastronomia. Rapidamente, palavras como macarrão, ravióli, capuccino, paparazzo, gazeta, loteria, e claro, pizza, entraram para o nosso vocabulário.
A ligação entre Brasil e Itália criou várias colônias ítalo-brasileiras no país, e o caminho inverso também passou a ser explorado, já que cresce a cada ano o número de brasileiros na Itália e também em busca da dupla nacionalidade (identidade italiana fornecida aos descendentes). Atualmente, cerca de 42 mil brasileiros residem na Itália.
Muitos buscam o país pela proximidade cultural e hospitalidade. É o caso de Ingrid dos Santos Pereira; a paulista morou na Alemanha, porém, não se sentia habituada com o estilo de vida germânico. A partir de uma visita à Itália, sua vida mudou. Ingrid conheceu o país em viagem de férias, e foi surpreendida por um povo alegre e por belezas indescritíveis. “Eu me lembro quando vi a Fontana de Trevi pela primeira vez. Fiquei paralisada! Eu joguei a moedinha como é feito de forma tradicional e fiz o pedido, para que algo me segurasse nessa terra, que eu encontrasse uma pessoa que me amasse do jeito que eu sou e me fizesse ficar, pois eu tinha um voo de retorno ao Brasil”. Logo depois, Ingrid conheceu um romano e se casou. Ela mora em Roma há quatro anos.
A brasileira foi seduzida por um país repleto de história, arte e gastronomia. Segundo ela, esses são os principais fatores que unem e facilitam a vivência fora do Brasil. “Os italianos e brasileiros têm muitas coisas em comum, mas acho que a alegria de viver é a principal delas”.
E para celebrar essa amizade entre Brasil e Itália, selecionamos um tour pelo país das massas, com as dicas das principais cidades e passeios.

Roma
A capital italiana possui um acervo histórico e cultural invejável. É lá que estão importantes sítios arqueológicos como as ruínas da primeira civilização romana, o Coliseu e o Vaticano. Andar em Roma sem tropeçar em um pedacinho da história da humanidade é impossível. A cada escavação há uma descoberta nova. Recentemente, a nova linha de metrô de Roma teve seus projeto e prazo alterados devido à descoberta de um importante sítio arqueológico. Debaixo de uma das futuras estações, foi encontrada uma fortaleza militar do século II D.C.
O Coliseu, antiga arena de gladiadores romanos, é outro ponto imperdível do passeio. O local foi construído no ano 80 D.C e tinha capacidade para até 80 mil espectadores. Ao comprar o ingresso para o Coliseu você garante a entrada para o Palatino de Roma. O local é um grande museu a céu aberto, no qual, de um lado foi construído o Fórum Romano e, do outro, o Circo Máximo. Veem-se, lá, as tradicionais colunas romanas, símbolo da arquitetura antiga, bem como bustos, cerâmicas e construções da época. É um passeio emocionante, que traz a real sensação da importância da civilização italiana para a história da humanidade.
É em Roma que também fica a cidade do Vaticano, estado católico liderado pelo papa Francisco. A cidade é aberta à visitação até a praça São Pedro, na qual localizam-se a Basílica São Pedro e o Museu do Vaticano. A cidade em si é fechada ao público; para entrar, é necessário apresentar documento de cidadão da área. Aos domingos, o papa ministra bênção aos fiéis ao meio-dia. Já às quartas-feiras, acontece a tradicional missa. É possível garantir convites para um melhor acesso à missa meses antes da visita, acessando o site do Vaticano. Outros locais importantes para quem gosta de história são o Museu do Vaticano e a Capela Sistina, com seus famosos afrescos de Michelangelo.

Vila d’Este
Trata-se de uma charmosa vila localizada na província de Tivoli, a cerca de 30 quilômetros de Roma. O passeio não consta da lista dos habituais de Roma, mas deveria, pois é vila repleta de fontes, um palácio e uma vista espetacular do vale. A vila é considerada patrimônio cultural mundial pela Unesco. Vila d’Este foi construída em 1550, a mando do cardeal Ippolito II; existem 500 fontes, um jardim e um palácio enriquecido por afrescos no teto. É um cenário digno de contos de fadas.

Veneza
A cidade do amor. Assim é conhecida Veneza. E não é para menos, uma cidade construída e rodeada por canais na qual tudo funciona de forma fluvial, inclusive táxi. O centro de Veneza compõe-se de ruas estreitas e sobrados históricos, com uma vasta opção de restaurantes. A Piazza San Marco é o ponto mais importante da cidade, onde ficam a Basílica, o Campanário e o palácio Ducal. É uma cidade charmosa, que remete à era veneziana, época de grandes concertos, espetáculos teatrais e ações culturais, referência da cidade italiana.
O passeio mais clássico em Veneza são as gôndolas, barcos compridos e decorados movidos a remo. É um passeio pela história, visto que, até a invenção dos motores para barcos, essa foi a embarcação mais adaptada para o transporte de pessoas.

Milão
Conhecida internacionalmente como a Capital da Moda, além de Paris, Milão é uma cidade grande e agitada, mas que possui símbolos históricos e culturais. A cidade é a segunda mais populosa da Itália, com 1,3 milhão de habitantes.
Na Piazza Duomo, encontra-se o famoso Duomo de Milão, uma das catedrais mais famosas do mundo pelo seu designer gótico. Logo em frente, a galeria Vittorio Emanuele, um dos mais procurados centros de compras, famoso pelas lojas de produtos de luxo. Outra visita importante em Milão é o castelo Sforzesco; o local passou por grandes transformações em diversos reinados, e conta com obras do renomado pintor italiano Leonardo Da Vinci, e de outros artistas como Bramantino e Bramante.

A Biquinha volta para nós

Famosa desde 1553, utilizada, na época, como local de aulas de catequese aos índios, ministradas pelo padre José de Anchieta, a Bica da Fonte do Povoado, mais conhecida como Biquinha, abre-se ao público revitalizada e com a tradicional feira de doces

Luciana Sotelo

Em 20 de janeiro deste ano, durante a semana de aniversário de São Vicente, que completou 485 anos, foi entregue a tão esperada revitalização da praça da Biquinha de Anchieta, um bem cultural, abandonado por quatro anos devido a um incêndio, ocorrido em 2 de março de 2013, que destruiu os quiosques e toda estrutura local.
O novo espaço conta com a estátua de Padre Anchieta, restaurada, e sinalização do local, adequação do solo, limpeza e pintura. Também foi feita uma parceria com a Sutaco (entidade ligada à Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia e Inovação do estado), para implantação de dois pavilhões, um para os doces e, outro, para o desenvolvimento de projetos culturais. Em uma segunda fase, objetiva-se reconstruir a praça da Biquinha, mantendo suas características para a valorização dos pontos históricos.
A reabertura da Biquinha é fundamental para fomentar o turismo, cultura e economia, já que muitas famílias vivem do trabalho realizado no local. Conforme estimativas da Secretaria de Cultura de São Vicente, nos primeiros 30 dias de atividade, mais de 50.000 mil pessoas visitaram o local. O secretário de Cultura Fábio Lopez afirma que “a Biquinha faz parte da história da cidade e vamos explorar bastante esse contexto”.
A retomada do comércio de doces foi outro ganho. Cocadas, bolos variados, doces de festa e muitas outras guloseimas fazem parte do cardápio coletivo da Biquinha. Em cada banca, um ingrediente especial, um segredo de família, dá o sabor de quero mais, que torna as delícias irresistíveis.
Joanira Martins, doceira e vendedora há 50 anos, quase não acreditou quando soube da novidade. Ela chegou à Biquinha aos 7 anos, para fazer parte da equipe da família, que já atuava no espaço. “Desde o início da minha vida, esse lugar tem um significado todo especial para mim”. Não é para menos que ela se empenha na produção, hoje, com a ajuda da filha. “Eu faço os doces pequenos e ela faz os bolos. Trabalhamos em harmonia para tornar nossos produtos cada dia melhores. E ainda mais estando de volta, é uma motivação sem igual”.
Para ela, não existe ponto de venda melhor. “Nosso doce tem relação direta com a água da Biquinha. Não tem como separar. Quem vem pegar a água, aproveita para comer um doce com a gente”. Por causa dessa equação, Joanira revela que já conseguiu recuperar pelo menos metade da clientela. “O pessoal está voltando e isso é maravilhoso”.
Atualmente, sete comerciantes marcam presença, num total de 14 possíveis. As barracas funcionam todos os dias, das 14h à meia-noite. Nosalva Ferreira de Souza é fã antiga das iguarias oferecidas. “Vinha muito aqui nos bons tempos da Biquinha, comia os doces, levava para casa, era uma delícia. Esse passeio é uma espécie de tradição da família”. Ela veio da área continental de São Vicente, acompanhada do neto João Vitor, só para conferir o novo formato. Ele adorou o roteiro da vovó e aproveitou para experimentar um espetinho de morango com chocolate.
Luciana Pereira Silva, permissionária há 20 anos, tem nas cocadas e nos bolos o carro-chefe. “Venho de uma tradição de 65 anos; minha sogra, já falecida, era antiga aqui no ramo. Criou filhos e netos com os frutos desse trabalho. Ainda hoje, temos três barracas da família”. A maratona gourmet de Luciana começa às 6 da manhã, no preparo dos doces para o dia. “Oferecemos tudo fresquinho. A ideia é que tudo volte a ser como antes. Tudo que oferecíamos, tinha uma boa saída”. Para melhorar ainda mais, ela tem um pedido: “Peço que a prefeitura faça os nossos boxes novamente, naquela estrutura, conseguimos acondicionar melhor os doces. Alguns fregueses reclamam da falta da vitrine, de os produtos ficarem expostos”.

A moral do lixo

Leis, publicidade, campanha… Ainda não são suficientes para provocar o envolvimento da população com o descarte correto do lixo. Existe uma fórmula?

Dentro de aproximadamente 60 dias, lá pelo mês de julho, os moradores de Santos irão se deparar com uma novidade. Uma nova lei, que torna obrigatória a separação entre o chamado lixo reciclável e o lixo orgânico. Aliás, essa nova lei utiliza outra nomenclatura: resíduo seco (para nominar os recicláveis) e resíduo úmido (para o tal orgânico).
Muito se discute como se dará a fiscalização, ou seja, como o Poder Público irá coibir (intimar e multar) o cidadão que não fizer a sua parte, que é a separação dos resíduos em casa, antes de colocar os restos na porta para o recolhimento pelo caminhão da coleta.
Hoje, basta um passeio de meros cinco minutos, em qualquer bairro da cidade, para se chegar à constatação, decepcionante, de que a maioria das pessoas, algo como duas em cada três famílias, não separa, ou faz a separação dos resíduos de maneira superficial – para dizer o mínimo.
Curiosamente, a nova legislação santista (Lei Complementar 952/2017) deve, em breve, ser copiada pela maioria dos municípios da região. Vários são os membros de legislativos e executivos das nove cidades da Baixada que já se debruçam sobre os mais de 25 artigos da lei, apresentada na Câmara de Santos pelo vereador Benedito Furtado (PSB).
Obviamente, a nova legislação, por si só, não irá aumentar os pífios índices de reciclagem. É algo muito mais complexo do que imaginam nossos governantes e até mesmo nossos cientistas. Quer um exemplo?
Recentemente, tomei conhecimento de um estudo feito no Canadá, que recomenda, enfaticamente, a adoção de contentores como uma das maneiras mais eficazes para o aumento da reciclagem. Em dez semanas de estudo, os autores concluíram que a adoção dessas caçambas seria capaz de gerar um incremento de 140% (!) no recolhimento de plásticos, papel, vidro e metais.
O trabalho se baseia em dois ‘fatos’: o primeiro diz que altos índices de descarte correto (e consequente reciclagem) estão diretamente ligados à logística, ou seja: quanto mais fácil descartar, maior é a taxa de reaproveitamento dos resíduos sólidos urbanos. O segundo ‘fato’ é psicológico. Segundo os cientistas canadenses, já há, ao longo dos últimos 20 anos, informações suficientemente disponíveis sobre a importância e os benefícios da reciclagem. Agora, portanto, é necessário “facilitar esse processo, torná-lo mais cômodo”. Em outras palavras, colocar contentores o mais próximo possível do cidadão.
Em Santos, os contentores também foram adotados. Havia os laranjas (para resíduos secos) e os azuis, (para os úmidos). As taxas aumentaram? Não, muito pelo contrário – bastava um único despejo incorreto de restos de comida nos contentores laranja para contaminar e inviabilizar todos os recicláveis ali presentes. Foram banidos.
O que isso significa? Que temos uma sociedade menos informada sobre reciclagem do que a canadense? Arrisco dizer que não. Talvez haja menos engajamento, mas o tema reciclagem e seus benefícios são bem compreendidos pela maior parte da comunidade, como vários estudos e enquetes costumam comprovar.
Para explicar essa aparente contradição entre o que propõe o estudo canadense e o que se verificou na prática, em Santos, recorro à filosofia, mais especificamente, à ‘ética deontológica’ de Immanuel Kant.
Resumindo, Kant diz que o importante em uma ação é a intenção. É a intenção, a qualidade dela, que determina a moralidade da ação. E quando essa boa intenção é percebida, quando é considerada moralmente valiosa, seu conteúdo acaba sendo incorporado pelo grupo.
Há anos já sabemos que uma mudança concreta na relação entre o cidadão e seus resíduos é, acima de tudo, uma mudança de comportamento – aliás, as mais difíceis entre todas as mudanças.
Assim sendo, o fracasso no envolvimento da sociedade com a reciclagem está diretamente ligado ao descrédito com a atuação pública.
Ao não enxergar forte conteúdo moral, ou vê-lo se degradar mais e mais ao longo das últimas décadas, a sociedade não se engaja, torna-se amorfa, apática, insensível. O que, aliás, tem consequências que vão muito, muito além do lixo.

O abacate e as frutas de outono

Frutas frescas lembram o calor do verão, mas é necessário manter o consumo delas durante o ano inteiro

Fernanda Lopes

Às vésperas do inverno, é ainda mais imprescindível tê-las como aliadas para manter a imunidade em dia e resistir a gripes e resfriados, mais comuns quando o clima esfria. E o outono tem uma rica gama de frutas da época, que ficam com ótima qualidade e preços mais em conta. Todas elas são ricas em nutrientes, como vitaminas A, C e do complexo B.
Entre as funções dessas vitaminas, está a manutenção da saúde dos olhos, dos ossos e da pele e a melhora da imunidade e da digestão, como explica a nutricionista Tatiana Branco: “Além de mais baratas, quando consumidas na época delas, as frutas possuem maior concentração de nutrientes”.
Uma dessas frutas é o abacate. Antes, vilão das dietas, há algum tempo caiu nas graças dos pesquisadores como alimento saudável. Ele é rico em vitamina E, gorduras monoinsaturadas (a mesma do azeite de oliva), vitaminas, sais minerais e glutationa, um poderoso antioxidante. Seu acentuado valor energético é relacionado ao seu conteúdo em gorduras, responsável pelo aumento do colesterol HDL (considerado o bom colesterol).
Se não bastasse, a metade de um abacate médio fornece 500mg de potássio e mais de um terço da necessidade diária recomendada de folato, e fornece, também, 10% ou mais das necessidades diárias recomendadas de ferro, magnésio e vitaminas A, C, E e B6. Quanto ao valor calórico, 100 gramas de abacate fornecem 162 calorias.
Diferentemente do que ocorre com a maioria das frutas, os abacates só começam a amadurecer depois de colhidos. A fruta já desenvolvida pode ser deixada na árvore por seis meses sem que se estrague. Uma vez colhido, entretanto, o abacate verde amadurece em poucos dias.
No Brasil, ele é consumido com açúcar na maioria dos lares, mas, no resto do mundo é utilizado em pratos salgados, como saladas e o famoso guacamole mexicano, uma salada com tomates, pimenta e coentro (veja a receita).
O abacate é nativo da América Central e o México é o maior produtor da fruta, que tem mais proteína do que qualquer outra – cerca de 2g para cada porção de 110g.
Mas, atenção: o abacate deve ser servido cru – pois ele se torna amargo quando cozido. É possível, entretanto, acrescentá-lo a pratos quentes, misturando-o com um molho de massa condimentado ou em fatias sobre um peito de frango grelhado.

Outras frutas de outono

Caqui – O sabor doce agrada a diversos paladares e cai bem como sobremesa. É pouco calórico e possui ferro, cálcio e vitaminas A, B1, B2 e C. Possui concentração de licopeno, o que auxilia na prevenção do câncer de próstata.

Carambola – Deve ser evitada por quem tem problemas renais por conter um mineral maléfico para esse grupo de pessoas. Se não for seu caso, aproveite a grande quantidade de vitaminas A, C e do complexo B, de água e de fibras.

Figo – Fonte de zinco e fibras, tem alto teor antioxidante. Opte pelo orgânico, já que os produzidos em larga escala têm alta concentração de agrotóxicos na casca.

Fruta do conde – É fonte de energia saudável, porque possui alta quantidade de carboidratos. A fruta (também conhecida como atemoia) possui vitaminas A e C.

Goiaba – Seja na variedade vermelha ou branca, a goiaba possui cálcio, fósforo e ferro, além de vitaminas A, B e C. E o melhor: apesar de doce, contém pouco açúcar.

Tangerina – Riquíssima em vitaminas A e C, o suco de tangerina é um ótimo aliado contra gripes e resfriados, por aumentar a imunidade.

Receitas

Guacamole

Ingredientes: 1 abacate; 2 dentes de alho amassados; 2 tomates picados, sem pele e sem sementes; 1/2 cebola roxa picada; quanto baste de coentro picado; quanto baste de cebolinha verde picada; quanto baste de pimenta dedo-de-moça picada e 3 colheres (sopa) de suco de limão e quanto baste de sal.
Preparo: amasse o abacate, misture os demais ingredientes. Sirva com nachos ou torradinhas.

Frango grelhado com salada de abacate

Ingredientes: 2 filés de peito de frango; 1 abacate; 8 tomates cereja; 2 colheres (sopa) de azeite de oliva; 2 colheres (sopa) de coentro fresco picado; 1/3 de maço de rúcula; suco de 1 limão e sal e pimenta-do-reino a gosto.
Preparo: tempere os filés de peito de frango com azeite, sal e pimenta-do-reino (se quiser, coloque suco de limão) e reserve. Corte o abacate em cubos. Em uma tigela, junte o tomate, o abacate fatiado, o coentro, a rúcula, 1 colher (sopa) de azeite e o suco de limão. Misture delicadamente para não desmanchar o abacate. Tempere com sal e pimenta-do-reino. Reserve a salada. Leve uma frigideira antiaderente ao fogo médio e grelhe os filés de frango. Coloque um filé de frango sobre a salada. Sirva imediatamente.

Musse de chocolate com abacate

Ingredientes: 2 abacates médios maduros; 200g de chocolate meio-amargo; 1 lata de creme de leite sem soro e açúcar a gosto.
Preparo: bata na batedeira todos os ingredientes e leve à geladeira por cerca de 1 hora. Sirva gelado.

Vestidos de inverno

Práticos, versáteis e superfemininos, eles chegam em versões aquecidas nesta temporada

Karlos Ferrera

 

Para deixar seu guarda-roupa perfeito para a estação mais fria do ano, separamos os modelos de vestido de inverno 2017, que aquecem o corpo e dão um update no seu estilo. Prepare-se para ver as peças-chave da temporada.

 

 

Mangas compridas

Ter um modelo que seja quentinho é muito prático. Dispense a jaqueta ou o tricô com a versão que cobre os braços; melhor ainda se for feito de tecidos mais grossos. Além de confortável, o modelo é muito elegante. Complemente com acessórios de impacto.

 Gola alta

Detalhes no pescoço são uma forte tendência. As peças com gola alta trazem elegância e sofisticação aos seus looks casuais. Fique à vontade para usar com tênis durante o dia e suba no salto para completar o visual festivo à noite.

 

 

Peças com gola alta serão uma forte tendência; dão um toque elegante à produção e, ainda, são ótimas para esquentar o corpo nos dias mais frios.

  

Mais peças para você usar

As temperaturas já estão caindo e chegou a hora de renovar o guarda-roupa para a estação mais fria do ano. Aqui, listamos as peças-chave da moda para o inverno,  que prometem dar um tapa no visual, sem fazer esforço.

 

 

Foco no pescoço

 

As golas voltam a protagonizar seus looks mais quentinhos. Blusas e vestidos com detalhes focados no pescoço, como o vestido-choker, que parece vir com uma gargantilha acoplada, entram na wishlist. Peças com gola rulê são peças must-have e vão deixar qualquer produção do dia a dia imediatamente cool.

 

Veludo: “o” material

 

O tecido hit surge em peças que vão do trabalho a uma festa. O veludo molhado é o que mais brilha, por isso recebe esse nome, pois aparenta estar úmido.

Definitivamente, o tecido com toque macio, textura de pêssego e brilho acetinado chegou com tudo. Prepare-se para encontrar várias peças-desejo feitas com o material: da bolsa ao tênis. Mas, a vedete da temporada é o slip dress, com alças e jeitão de lingerie, a versão de veludo é de fazer qualquer fashionista gritar!

 

 

Bolsa setentinha

Suede, chamois… São vários o nomes dados ao couro curtido. As bolsas feitas no material estão roubando a cena e prometem guardar looks preciosos. Todos com a vibe boêmia dos anos 1970, que perdura há algumas estações. As bolsas-saco e as com alças a tiracolo são investimentos certos para qualquer hora do dia.

 

Vermelhou 

 

Quer uma cor para chamar de sua neste inverno? Os tons de vermelho, do rosa ao vinho, causam paixão à primeira vista. Um look dentro dessa cartela de cores é chique, forte e muito atual. Pode fazer um look todo dentro desse mood? Só se você quiser ser eleita a mais bem-vestida.

 

 

Cano médio: a bota da vez

Direto das passarelas, a bota com o cano que termina pouco acima do tornozelo vai bombar. Hit absoluto entre as celebridades de streetstyle, ela é uma concorrente à altura para desbancar o reinado da ankle boot, que dominou a cena no inverno passado. Dica de expert: combine com uma calça cropped para exibir com maestria sua nova aquisição.

 

Visual viril

O couro é um dos materiais preferidos dos designers para este inverno, responsável por conferir um cunho viril aos visuais masculinos. Nesta estação, a peça surge com tratamentos inovadores e aplicações inusitadas, acompanhada de calças de modelagem slim na cor preta. As peças em matelassê e de inspiração esportiva, e os looks completos em couro, são outras novidades da estação.

Jacquard

Jacquard é um dos tecidos mais bonitos que encontramos no vestuário. Além da beleza de seus desenhos, é também o nome dado a padronagens de entrelaçamento do fio na construção do tecido. Dizemos, popularmente, que para saber se uma peça é um jacquard, basta olharmos o avesso; se nesse estiver, também, o desenho da estampa tão nítido quanto o verso, então sim, é um jacquard.

O tecido tem esse nome em homenagem a Joseph Marie Jacquard, nascido na Inglaterra e filho de tecelões, que, desde criança, tinha a tarefa de ajudar seus pais com os teares. Sua função era alimentar os teares com novelos e linhas coloridos, para formar os desenhos no tecido que estava sendo confeccionado;  a cada segundo, ele tinha que mudar os novelos. Com o tempo, Jacquard percebeu que as mudanças dos novelos e linhas eram sempre sequenciais. Nessa época, ele era adolescente e começou a se sentir incomodado com essa monótona e interminável tarefa, então, ao perceber que a sequência era repetitiva, ele inventou um processo com cartões perfurados, no quais ele poderia registrar, ponto a ponto, o modelo para a confecção do tecido. A partir dessa ideia, ele também criou o tear automático, que lia esses cartões perfurados e era capaz de produzir incríveis tecidos com muita facilidade e velocidade.

A Inglaterra, grande produtora artesanal e de manufaturas, passou a ser  pioneira na Revolução Industrial, com grande concentração de burgueses, livre comércio e ótima localização, próxima ao mar, o que facilitava as exportações e importações.

Logo, a invenção de Jacquard, que acabara de nascer, chamou muita atenção desses grandes empresários que constituíam uma nova era, a era da Revolução Industrial. E, assim que descobriram esse tear incrível, compraram os direitos do uso e a reproduziram pela Inglaterra inteira.

Além de todo o maquinário que a grandes indústrias possuíam, a máquina de tear de Jacquard passou a ser um grande vilão, “forçando” artesões, que antes trabalhavam por conta, a ser empregados dessas fábricas, pois eles tinham a receita de construir o mesmo tecido bem trabalhado, porém, com o dobro da velocidade.

Muito infelizes com o acontecido, por perderam sua liberdade, passaram a trabalhar por horas e ganhavam pouquíssimo; muitos tentaram quebrar esse tear que acabara com suas vidas. Na época, uma peça comum usada pela  população era um sapato chamado sabot;  eles pegavam seus sapatos e jogavam dentro dos teares de jacquard, destruindo-os. Pelo fato de o sapato se chamar sabot, e usado também para esse feito, o nome originou o termo sabotagem, que usamos até hoje.

Assim, vemos como a moda está conectada com tudo que acontece, tanto em curiosidades, momentos históricos e até evoluções tecnológicas. Mais que um show nas passarelas, mais que um lindo look, moda é cultura, é conhecimento.

Flashes

Os rumos da cidade de Bertioga discutidos por nove palestrantes, no Sesc Bertioga. O seminário Bertioga 2030, realizado pelo Sistema Costa Norte de Comunicação, dia 20, reuniu especialistas de diversas áreas, como meio ambiente; administração pública e privada; regularização fundiária; e Plano Diretor

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Ribas Zaidan, diretor do Sistema Costa Norte de Comunicação, Caio Matheus, prefeito de Bertioga, e o deputado estadual coronel Camilo

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O promotor de Justiça Daury de Paula Jr., palestrou sobre questões ambientais

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O desembargador Gilberto P. de Freitas falou sobre conflitos socioambientais

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O presidente da Câmara de Bertioga Ney Lyra tratou da regularização fundiária

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O prefeito de Praia Grande Alberto Mourão em sua fala sobre pública

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Luiz Augusto Pereira de Almeida, diretor de marketing da Sobloco, falou sobre cidades sustentáveis

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Paulo Velzi, presidente da Associação dos Engenheiros e Arquitetos de Bertioga, palestrou sobre Plano Diretor

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Turismo, fator de desenvolvimento, foi o tema de Eduardo Sanovicz, presidente da Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear)

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Rodolfo Amaral, jornalista e consultor, proferiu palestra sobre finanças públicas

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Maurício Oliveira, gerente da Companhia de Processamento de Dados do Estado de São Paulo (Prodesp), abordou tecnologia da informação

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Caio Matheus e Alberto Mourão

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Edison Ferreira, Joaquim Ornik, Ribas Zaidan e Wilson Ceccon

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Mauro Orlandini e Coronel Camilo

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Gilberto P. de Freitas, Ribas Zaidan e Carlos Camargo

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Tenente Nelson de Jorge Castro, Marcelo Villares, Ribas Zaidan e Manoel Ferraz de Campos Salles

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Rodrigo dos Santos

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Alberto Mourão e Ney Lyra

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Daury de Paula

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Luis Capellini, Valéria Bento e Matheus Rodrigues

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Ribas Zaidan e Mauricio Oliveira

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Marcos Laurenti e Ribas Zaidan

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Roberto Zaidan e Ney Lyra

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Mauro Orlandini, Ribas Zaidan e Pacífico Junior

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Daury de Paula, Ribas Zaidan e Alberto Mourão

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Equipe do Sistema Costa Norte de Comunicação

Flashes

Aniversário do amigo Roberto Haddad comemorado no restaurante Vista Ao Mar, dia 10 de maio

01 à 09

 

Nivaldo Passos, Fabio Passos e Roque Passos, na inauguração Krill Atacado

Foto 10

 

Em Brasília…

11- Antonio Rodrigues, deputado Estevam Galvão e Ribas Zaidan

12 – Ribas Zaidan, deputado Rogério Nogueira e Antonio Rodrigues

Revista Beach&co