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Prova de fogo

A maratona aquática mais longa do país, a Travessia 14 Bis, desafia limites e comemora 50 edições

Luciana Sotelo

Praticada desde a Grécia Antiga, e também pelos romanos, a natação existe há milênios. O hábito de nadar é considerado um dos mais completos para o desenvolvimento físico e, no Brasil, é o quarto esporte mais praticado. E quando se fala na modalidade, todo mundo pensa numa bela piscina, com águas calmas e nenhum obstáculo pela frente. Mas, em tempos idos, as competições ocorriam em mar aberto, ambiente no qual surgiu também o desejo no homem de percorrer grandes distâncias a nado.
Nas maratonas aquáticas, as performances física e psicológica unem-se para dar força a cada braçada. Na 14 Bis, a mais longa e tradicional travessia do Brasil, esse entrosamento é fundamental. É preciso coragem e muita determinação para desbravar os 24 quilômetros dessa prova quase ‘cinquentona’, mas com fôlego de adolescente. Com 47 anos de existência e 50 edições realizadas, reúne todos os anos dezenas de apaixonados pelo esporte, com muita história para contar. A maratona deixou de ser realizada apenas em 1984. Por outro lado, em 1970/1992/1993 realizaram-se duas edições em cada um destes anos, daí ela ter 50 edições e 47 anos.
O longo percurso começa nas águas do canal de Bertioga, com largada no Forte São João e finaliza na rampa de acesso da Base Aérea de Santos, em Guarujá, no litoral de São Paulo. No caminho, correntezas, mudanças de temperatura, mangue, águas-vivas, cansaço e, sobretudo, a vontade de chegar e ultrapassar os próprios limites. Com tantos ingredientes, a 50ª edição reuniu número recorde de participantes, cerca de 300, entre atletas profissionais e amadores, como explica Percival Orlando Milani, organizador da 14 Bis e, também, presidente da Associação 14 Bis. “Se você somar os 294 participantes, nadando 24 quilômetros, você tem mais de 7.200 quilômetros nadados. É a maior metragem nadada em um único dia no Brasil”.
Mas ele diz que nem sempre foi assim. Iniciada em 1970, as primeiras edições reuniam bem poucos participantes. Na pioneira, por exemplo, foram apenas quatro. Criada pelo educador físico Mário Bello, a prova surgiu como uma espécie de desafio entre amigos. “Ele era funcionário da Aeronáutica e começou a observar que alguns bombeiros costumeiramente nadavam ali na região. Ele resolveu então fazer uma homenagem à Aeronáutica. Bello e mais três amigos fizeram a travessia, porém, só ele conseguiu terminar. Nos anos seguintes, fez da travessia um hábito, sem sequer imaginar que ela tomaria as proporções que tem hoje”, conta Percival.
Por ter coroado grandes nomes da modalidade, a prova funciona como uma vitrine de novos talentos, já que estamos falando de um esporte olímpico, classificado como tal a partir de 2005, com a primeira disputa realizada em 2008, em Pequim. “Ela também é uma espécie de trampolim para a travessia do canal da Mancha, desafio considerado o ‘Everest’ da natação”, explica.
Com um grande poder transformador, a 14 Bis atrai nadadores de todo país e até do exterior, todos em busca de um diferencial na vida. Foi assim com o próprio Percival, que, antes de começar a nadar, era mais um executivo estressado em busca de motivação para transformar sua vida. E ele encontrou: “Comecei a nadar e precisava de um bom estímulo. Foi então que passei a me preparar para a 14 Bis. Estava nadando há um ano e meio e fiz seis meses de treinamento específico para participar da competição, em 2001. Mesmo assim, foi insuficiente, cheguei um caco, mas peguei a terceira colocação na minha categoria. Dali em diante, você começa a almejar novas metas e provas ainda maiores. Assim, cheguei à travessia do canal da Mancha, muito mais complexo. Fui o nono brasileiro a completar a prova, em 2003, com 41 anos, na época o mais velho atleta não profissional. E tudo nasceu aqui, na 14 Bis. Hoje, 27 brasileiros conseguiram esse mesmo feito”.
Grato por esse novo caminho trilhado, em 2006, paralelo às competições, surgiu outro desafio: encarar a organização da prova, realizada até então apenas pela Aeronáutica. “A prova iria acabar. Foi então que o coronel da Base Aérea me pediu ajuda. Passei a me envolver de corpo e alma. Mas eu brinco, entrei de gaiato no navio!”.
A partir dos anos 1990, a 14 Bis tornou-se mais competitiva, com a participação de atletas de ponta e, consequentemente, mais cuidados na sua elaboração. Percival dá alguns exemplos: “Atualmente, é exigência a presença de um barco ou caiaque de apoio durante todo trajeto. Outro requisito obrigatório é o atestado técnico, emitido pelo técnico ou professor, declarando plenas condições do atleta em nadar todo o percurso. Futuramente, estamos pensando em implantar o rastreamento dos nadadores”.

Sem barreiras

A 14 Bis é uma prova desafiadora por natureza. Dura em média entre 6 a 8 horas (para quem não é atleta de ponta), mas pode chegar ao limite de 10 horas; pode ser praticada por interessados a partir dos 14 anos, sem restrição máxima de idade. Por isso, em 2017, das águas surgiu um grande exemplo de superação, com nome e sobrenome: Rufino Rodrigues de Oliveira, conhecido como tenente Rufino, 85 anos de muita saúde e disposição. Criador da Associação de Salva Vidas do Estado de São Paulo, esse senhor, amigo de Mario Bello, participou da prova, nadou mais de 20 quilômetros, em pouco mais de seis horas. “Tenho medalha e troféu de resistência. No caminho, fui queimado por águas vivas no braço e no rosto. Passei da ponte, mas, a poucos metros da chegada, não pude concluí-la. Mesmo assim, fiquei muito satisfeito em fazer parte dessa história. Considero a 14 Bis a prova dos nove; a pessoa que tem pretensão de participar de competições em águas abertas, e não participa da 14 Bis, não pode dizer que sabe nadar”, afirma Rufino.
Outra particularidade do bombeiro é ter convivido com Mario Bello, falecido no último dia 9 de outubro, aos 76 anos, uma amizade que começou na década de 1950, quando o idealizador da 14 Bis iniciava as tentativas de criar uma travessia entre os oficiais da Aeronáutica. “Se não fosse o meu amigo, nada disso existiria. Ele deu a vida e a sua mocidade por essa prova. Não tenho palavras suficientes para destacar a sua grandeza. Lembro com saudade da última vez que nadamos juntos, uma disputa de três quilômetros, em Ilhabela. Não lembro bem o ano, por volta de 2010 a 2012, mas lembro da felicidade dele em nadar”.

Trampolim para o canal da Mancha

Historiadores contam que, em 1875, o capitão inglês Matthew Webb tornou-se o primeiro homem a cruzar a nado o canal da Mancha, entre a Inglaterra e a França. Ele completou a empreitada em 24 de agosto, após exaustivas 21 horas e 45 minutos de exercício, em um percurso de 64 quilômetros. A iniciativa serviu de inspiração para outros nadadores, até os dias de hoje, que passaram a percorrer a nado vários pontos do planeta.
Essa mesma paixão contagiou Marcelo Eduardo Teixeira, gerente comercial de um frigorífico na cidade de Boituva, interior paulista. Assim que começou a nadar, o canal da Mancha passou a ser um sonho possível de realizar, afinal, ele já trazia no currículo dois feitos grandiosos de superação: ter se livrado das drogas e ter concluído a 14 Bis. “Meu primeiro contato com a 14 Bis foi em agosto de 2003, quando comecei a nadar para estar ‘limpo’. Conheci duas moças que treinavam para a prova e fiquei louco de vontade de participar. Treinei o resto do ano e também o ano seguinte e fui fazer a travessia em novembro de 2004. Foi maravilhoso, a realização de um sonho”.
De lá para cá, ele já soma 13 participações, pois ficou fora em 2007, quando finalizava um curso de pós-graduação. “Já faz parte de um hábito que adquiri. Meu desenvolvimento na prova foi meu próprio crescimento como pessoa. Fui me preparando fisicamente e mentalmente para isso”. Tal experiência e motivação fizeram dele também um escritor. O livro Chegando a outra margem, recém lançado, retrata em detalhes os caminhos que o fizeram superar os dois maiores desafios: as drogas e a travessia do canal da Mancha. Ao driblar a dependência química, ele criou um lema. “A 14 Bis representa estar saudável, fazer coisas saudáveis perto de pessoas saudáveis. Um estilo de vida saudável. Isso trouxe inúmeras amizades para mim. Hoje, eu sinto que sou uma referência para as pessoas que estão começando. Isso não tem preço, é meu orgulho”.
Já sua conquista na travessia do canal da Mancha aconteceu na segunda tentativa. “Na primeira vez, depois de 7 horas e meia, já em alto mar e à noite, tendo vomitado mais de 15 vezes, eu senti que iria morrer, por isso, parei. Não conseguia nem subir as escadas de tão debilitado. Mas eu não me dei por vencido. Me preparei melhor e voltei lá depois de dois anos. Em 2016, conclui a prova em 14 horas, depois de nadar 52,9 quilômetros. Escrevo esse livro na intenção de passar minha experiência de vida adiante. Tenho a pretensão de levar essa sementinha a outros corações. Tudo é possível quando se tem um sonho”.

Episódios marcantes

No quesito superação de limites, Percival tem boas lembranças para retratar, seja com a participação de deficientes físicos, de mulheres e idosos: “Eu valorizo muito cada conquista que não venha só pelo pódio e, sim, pelo esforço de cada um. A gente vê, por exemplo, uma pessoa com deficiência, sem uma perna, subindo a rampa de chegada com dificuldade, mas ele conseguiu provar a si mesmo e a todos que é capaz de muita coisa”.
Quanto à participação feminina na prova, Percival afirma que vem aumentando, mas ainda não passa de 20% do total de inscritos. A produtora de vídeo Flavia Monteiro Takada, uma das responsáveis pela organização do evento, saiu do sedentarismo graças à vontade de nadar a 14 Bis. “Comecei com maratonas menores, fui buscando aumentar as distâncias até me sentir capaz de encarar a 14 Bis. Fiz a primeira prova em 7 horas e 40 minutos. Cheguei aos prantos porque é muito emocionante, quando você prova para você mesmo que pode”.
Desde então, ela já fez três participações, e seu melhor tempo foi 6 horas, em 2015. Afastada temporariamente por causa das obrigações com a organização da prova, ela diz que tem saudade de estar na água e enfatiza que, além da satisfação em concluir o percurso, o melhor de tudo é ultrapassar os homens. “Nós, mulheres, sempre comentamos isso. É muito bom”, explica Flavia, sorridente.

Recordista

O maior nome da história da 14 Bis é Glauco Rangel (foto), hoje professor especialista em natação e maratona aquática. Ele subiu ao lugar mais alto do pódio por sete vezes e, ainda, como vice-campeão, mais duas. Para o nadador, não existe fórmula secreta para tantas vitórias, o que ele acredita é na disciplina e na perseverança. “Essa prova ensina a gente a ter foco, vontade e a treinar duro. Ela te faz passar por provações que você leva para a sua vida toda. É uma prova apaixonante”. Nas suas façanhas, ele chegou a quebrar o recorde da prova por duas vezes. “Em 2011, tive um momento inesquecível. Eu, com 39 anos, consegui superar meu próprio recorde: nadei a travessia em 4 horas e meia. Eu abdiquei de muita coisa para conseguir essa marca e valeu a pena”.
Hoje, do lado de fora das piscinas, criou seu próprio método de treinamento. Glauco dá treinamento e assessoria técnica a outros nadadores, inclusive para a realização da 14 Bis. Mas, ele nos revela que pretende disputar novamente. “Eu vou voltar. Tenho plena convicção de que tenho condições de brigar pelas primeiras colocações”, emociona-se.

Edição nº 50

Nessa edição tão representativa, dois nomes fizeram a diferença no mar: No masculino, Artur Pedroza venceu a prova em 5 horas e 9 minutos. Ele veio de Resende, interior do Rio de Janeiro; já havia vencido a prova, em 2015, e, no ano passado, ficou com a 2ª colocação. Para ele, é primordial o treinamento constante. “São meses e meses de muita dedicação, sem afrouxar. E vencer significa coroar todo esse esforço”. Muito emocionado, ele completa: “Vencer essa prova representa que todo nosso esforço foi recompensado. A gente treina, trabalha, cuida dos filhos, de casa. É muita coisa que está em jogo”. Parte da conquista ele atribui a sua companheira, a barqueira Luciana Moreira Ferreira, jornalista, mas, nas horas de folga, dá todo seu apoio ao marido. “Formamos uma grande parceria”.
No feminino, o destaque ficou com Catarina Cucatti Ganzeli, que chegou com 5 horas e 22 minutos. A nadadora é de Campinas, mas mora em Santos, atualmente. Ela participou da prova pela segunda vez. Na primeira, 2008, ela tinha apenas 15 anos. Nadadora federada, já participou de grandes desafios, entre eles, a primeira edição do Super Challenge 10km, no circuito Rei e Rainha do Mar (em 2016, realizada no percurso olímpico, em Copacabana) na qual foi campeã, e, recentemente (março 2017), o Super Challenge 7km, também com a primeira colocação.
Na quarta maratona do ano, ela representou a seleção brasileira na Argentina e na Itália, nas provas do Grand Prix. “Minha primeira prova do ano foi de 57 quilômetros”. Mesmo com tamanha experiência, ela valorizou a 14 Bis e conseguiu sagrar-se campeã. “Com muito orgulho. Foi uma prova magnífica, eu vim muito concentrada e consegui vencer. Dedico aos meus pais, que vieram de Campinas para me ver, e ao meu namorado, que estava no barco de apoio”.

Homenagem merecida

Mário Bello, idealizador da prova, morreu no dia 9 de outubro último, aos 76 anos e, merecidamente, foi uma das personalidades homenageadas nessa edição comemorativa. Seus filhos estavam presentes e não conseguiram segurar a emoção. Beatriz Schlegel Bello, a filha mais velha, disse: “Eu acompanho a 14 Bis desde criança. Isso sempre mobilizou a nossa família, é história para a gente. Ver ainda hoje as pessoas tendo esse amor e vontade de vencer o canal é muito gostoso. É como se a história do meu pai continuasse através dessa paixão de todos”.

 

Muita criatividade na hora de comemorar

Estilo de vida e diversificação definem as festas alternativas, uma nova tendência de mercado

Luciana Sotelo

Muita gente tem fugido dos bufês e inovado na hora de cantar o tão sonhado Parabéns a Você. A pedida do momento é celebrar em grande estilo, num ambiente diferenciado, mas sem extrapolar nas cifras. Uma boa opção é fazer um piquenique ao ar livre com os amigos, por exemplo. Com criatividade, também é possível ter uma festinha incrível sem sair de casa. Que tal convidar as pessoas mais queridas para uma noite do pijama? Seja qual for o seu estilo, a tendência é ser original, para não gastar rios de dinheiro e, mesmo assim, viver um momento inesquecível.
A possibilidade de sair do convencional e das caríssimas superproduções motivaram alternativas lúdicas para o apagar da velinha. Imagina que delícia brincar na natureza, com verde ao redor, ar puro e, ainda, revisitar brincadeiras antigas. Esses são alguns dos ingredientes de um belo piquenique. Que tem ainda, como temperos especiais, o pé sujo de terra combinado com o canto dos pássaros, a toalha estendida no chão com muitas frutas e comidas saudáveis para a criançada, literalmente, fazer a festa!
Tal ideia animou a representante comercial Simone Losada Gouveia, mãe da Lavínia, de 5 anos. Reuniu familiares e amigos, e a pequena celebrou sua nova idade no Jardim Botânico Municipal Chico Mendes, no bairro do Bom Retiro, em Santos.
O local é disputadíssimo nos finais de semana; sempre tem um piquenique rolando por lá, afinal, o parque tem 90.000m² e mais de 330 espécies vegetais. É um precioso pedacinho da Mata Atlântica dentro da área urbana, com entrada gratuita.
E se não há gastos com a locação do local, dá para caprichar nos demais itens que compõem a comemoração. Nesse quesito, Simone optou pela contratação de uma empresa especializada para cuidar de toda estrutura necessária para acomodar bem os seus convidados. “Eu queria algo diferente, que fosse bonito e inesquecível. Eu já tinha vivido essa experiência como convidada em outro aniversário e achei fantástico”.
Simone também levou em conta o gosto da filha pela natureza, pelo cuidado com as plantas e animais, ensinamentos adquiridos em casa e, também, na escola de Lavínia, que segue a pedagogia Waldorf. “Ela adora correr e brincar livre, mexer na terra, pular corda e tudo mais que um belo piquenique pode proporcionar. Então, fiz a escolha certa, de acordo com nosso estilo de vida. Estava um dia lindo e a festa foi elogiada por ela e por todos os amiguinhos”, aponta a mãe orgulhosa.
Coube a Lavínia a escolha do tema: Moana. O resto ficou por conta de Natacha Veiga, proprietária de uma empresa que produz e decora festas desse tipo. “No caso do piquenique, a natureza já ajuda e, muito, na decoração, mas é preciso caprichar nos itens decorativos para tornar o clima aconchegante e muito prazeroso”. O importante é a simplicidade e o bom gosto, explica a especialista.
Ela também é mãe e releva que a ideia da empresa nasceu da sua vontade de comemorar os aniversários dos filhos de uma forma mais saudável. Por isso, não hesitou em trocar o cargo de diretora de produção de uma grande agência de publicidade de São Paulo para se dedicar ao projeto. “Para mim, qualidade de vida e amor ao que se faz valem mais do que qualquer coisa”.
Entre os itens que dispõe estão: toalhas, barraquinhas, cestos de vime, futons, mesinhas, guarda-sóis, cadeiras de praia e um cesto com brinquedos de antigamente: peteca; corda; elástico; cavalo de madeira; bola de sabão; vai e vem; bolas; corrida do saco; pipas; pé de lata; entre outros. Tudo feito manualmente pela família da idealizadora. “Buscamos resgatar as brincadeiras manuais (nada eletrônico), tudo para as crianças se divertirem entre si e com os pais, buscando também aumentar a interação entre as famílias”.
A estudante de odontologia Aline Leonhardi Cassiano tinha jardim, em sua casa na Alemanha, e já havia feito festas lá para os filhos. Agora, no Brasil, diz que não abre mão de manter a tradição, mesmo sabendo que dá um trabalhão organizar tudo sozinha. Por isso, também recorreu à empresa de Natacha. “Na Alemanha, esse tipo de comemoração é muito comum. Eu dava conta de pensar e executar tudo. Com a assessoria, eu consigo aproveitar e curtir esse momento mais de perto com o meu filho”.
Além de se sentir em casa, ela conta que a maior satisfação é proporcionar a integração entre as crianças. “Com esses brinquedos educativos, elas brincam entre si e conversam, o que não acontece com os brinquedos eletrônicos e vídeo game”.
Natacha conta que esse tipo de festa populariza-se e sua demanda aumenta. Desde que começou a atuar no ramo, em outubro de 2016, já realizou mais de 70 eventos. “Cuidamos de todos os preparativos, e os pais têm ainda outra vantagem. Eles podem curtir a festa do começo ao fim. Tenho funcionárias treinadas que cuidam da limpeza e também de repor os alimentos”.
Quando a decoração e as brincadeiras estão garantidas, é fundamental também acertar no tipo de guloseima a servir. O melhor é optar por alimentos que não precisam de refrigeração e nem cortes, explica Natacha, que não trabalha com alimentos, mas dá dicas úteis para as mamães de ‘primeira viagem’. “Indico que levem tudo que possa ser degustado sem o apoio de uma mesa, por exemplo: biscoito polvilho, sanduíches leves, minitortinhas de liquidificador, pipoca e frutas já lavadas, que não precisam ser cortadas, como maçã, banana, morango, uva e pera. Para beber, indico suco natural e água. Já para a sobremesa, a boa pedida é apostar nos bolos no pote ou aqueles bolinhos já embrulhados individualmente”.
Ela também recomenda que os pais não esqueçam de levar copos e talheres descartáveis, sacos de lixo para deixar o ambiente limpo após o evento, repelente e protetor solar para o cuidado com as crianças. Com tudo devidamente planejado, é só torcer para que, no dia da festa, o Sol seja o convidado especial no meio da presença maciça dos convidados!

Quando a noite cai a farra começa
Que criança não gosta de levar o amiguinho preferido para dormir em sua casa? É sempre uma festa fazer guerra de travesseiro, sessão de cinema regada a pipoca e chocolate, contação de história, e muitas outras brincadeiras que, certamente, fortalecerão os laços de amizade tão importantes no desenvolvimento infantil. O limite de toda essa farra é apenas o sono.
E que tal dimensionar esse universo lúdico para uma quantidade maior de amigos? Sim, estamos falando de uma festa do pijama, com direito a colchões espalhados, lanternas ligadas e muita conversa ao pé do ouvido. Outra forte tendência para quem quer deixar de lado o circuito das festas em bufês.
Para quem tem habilidade, tempo e paciência, tudo pode ser feito em casa mesmo. Mas para quem não quer ter trabalho, pode incrementar a noite com a ajuda de uma assessoria especializada, que disponibiliza cabanas lúdicas, pijamas e kits personalizados, além de atividades diferenciadas. Gostou? Tudo isso sem sair de casa.
A técnica de enfermagem Karina Lisboa Leite de Melo fez essa surpresa para a filha Giulia, no aniversário de 11 anos. Ela afirma que não queria deixar a data passar em branco, mas, por outro lado, também não queria uma grande festa para muitos convidados. “Eu pensei em algo diferente, mais reservado, somente para as pessoas que realmente faziam parte do convívio dela. Geralmente, em bufê, tudo passa tão rápido, e essa comemoração mais íntima poderia ser mais marcante”.
Foi o que aconteceu. Ela disse que as meninas viram filme, jogaram, lancharam e conversaram para valer. A noite especial foi pensada para seis meninas, e ela contratou uma empresa especializada para dar conta do recado. “Ficamos encantadas com a riqueza dos detalhes, o capricho das cabanas e a beleza do ambiente. Um verdadeiro sonho”.
Na ocasião, ela investiu também em pijamas personalizados para todas as convidadas, além de uma nécessaire com um kit de higiene pessoal. “Tudo a ver com esse tipo de evento. E fechamos a festança com chave de ouro, com um delicioso café da manhã. Até hoje todas lembram com carinho desse momento. Ficou na memória, com certeza”.
Fernanda Rivetti de Azevedo foi a responsável pelo sucesso da festa. A empresa dela oferece elementos de sua própria memória afetiva, como a locação das cabanas, dos colchonetes, decoração com luzes, tapetes, vasos de plantas, lanternas de chão e muitos outros mimos que deixam a noite inesquecível. Também dispõe de itens personalizados como mochilas, almofadas, chinelos e toalhas, que são produzidos conforme o tema escolhido e serve como lembrancinha para os convidados levarem para casa.
No mercado há pouco mais de um ano, ela já planejou e executou 28 contratos. E ressalta o bom resultado: “Esse tipo de festa está se tornando uma constante, porque tem todos os atrativos de uma convencional, porém, o custo pode ser menor, pois se trata de um investimento superfocado. “É um momento da criança, apenas com os melhores amigos. Não é uma festa para muitas pessoas. É uma ocasião muito especial restrita aos mais chegados”.
Ela explica quais são as características de uma festa do pijama. “Todos os participantes têm que estar trajando pijama, obrigatoriamente. Eles fazem diversas atividades e, ao final, dormem juntos. É uma festa que contempla alimentação, diversão e estrutura para acomodação”.
Para alegrar a programação, Fernanda oferece monitores que cuidam do entretenimento. As atividades ficam à escolha do freguês: contação de história, releitura de brincadeiras antigas e oficinas criativas com temáticas variadas.
A festa do pijama não precisa, necessariamente, ser feita em casa, ela pode ser montada em garagens fechadas, salões de festas, coberturas ou qualquer outro cômodo espaçoso, coberto e seguro. “Minhas cabanas são amplas, para duas crianças; cada uma tem 1,50 metro de largura por 1,60 metro de altura. Faço visita técnica para checar se o espaço disponível é viável”.
Ao cair da noite, as travessuras e os papos mais secretos surgem na roda e deixam toda comemoração ainda mais incrível.

Morreu?!

Bob Lutz, ex-presidente da GM, afirmou, em recente entrevista, que a “era” automotiva chega ao fim

 

Marcus Neves Fernandes

Será um mero exercício de futurologia barata ou uma previsão surpreendente? Seja como for, lá por volta de 2040, a nossa atual relação com os automóveis não mais existirá. Da posse individual de um veículo, passaremos ao seu uso coletivo. O carrão e toda a enorme diversidade de serviços que ele envolve estão com os dias contados. Há quem diga, inclusive, que já morreu.
Essa sacudida no futuro vem de alguém ‘de dentro’ da indústria. Bob Lutz, ex-presidente da GM, afirmou em recente entrevista que a “era” automotiva estava chegando ao fim. E ainda marcou a data: dentro de 20 anos. Sua análise é mercadológica; leva em conta cenários ainda distantes, como os veículos autônomos, mas está alicerçada, também, no rápido avanço das tecnologias de baixo impacto ambiental, muitas das quais têm como uma das vitrines os carros elétricos.
Há dez anos, por exemplo, o Brasil produzia o seu primeiro veículo elétrico – um Fiat Pálio Weekend, com uma bateria que pesava quase 170 quilos. Nesse mesmo ano, uma bateria de lítio custava US$ 1.000/kwh. Hoje, sai por cerca de US$ 500, nos Estados Unidos, e, em menos de cinco anos, deve atingir preços similares às baterias para veículos à combustão.
Em alguns países europeus, como a Dinamarca, em 18 anos já não haverá mais fabricação de carros a gasolina. E em dois anos, a Europa inaugura a sua primeira ‘rodovia elétrica’, conectando sete países, da Noruega à Itália, com 180 estações de carregamento ultrarrápidas (20 minutos de recarga para uma autonomia de 400km. Esses e outros avanços entusiasmam os pesquisadores. Tony Seba, da Universidade de Stanford (EUA), arrisca dizer que em oito anos não se fabricará mais nenhum veículo (inclusive caminhões e similares) movido a combustível fóssil.
Assim sendo, antes de 2030, apenas elétricos, à biomassa ou outra fonte energética estarão rodando em um planeta, enfim, sem poluição automotiva ou ruído, mas não, talvez, sem o congestionamento e o trânsito caótico que vemos hoje. É óbvio e oportuno lembrar, também, que o veículo elétrico não encerra em si o conceito da sustentabilidade. Tudo começa com uma fonte limpa de eletricidade. Hoje, porém, mais de 50% da eletricidade gerada no Reino Unido e mais de 65% da eletricidade gerada nos EUA vêm de combustíveis fósseis.
Mas todo esse futuro limpo e de fácil locomoção dependerá de uma maciça adoção do transporte autônomo, que há poucas semanas mostrou todo seu potencial com o anúncio da parceria entre o Uber e ninguém menos que a Nasa. E mais: dependerá também de uma nova visão do espaço em que vivemos.
Hoje, há mais espaço para veículos do que para os seres humanos nas grandes cidades. Londres tem quase 25% de sua área ocupada por estradas e infraestruturas de apoio. Em muitas outras cidades, inclusive no Brasil, isso pode chegar a 40%. Esse espaço, já exíguo, será cada vez mais disputado e, portanto, cada vez mais valioso. Algumas sociedades já perceberam isso e se planejam para ir além do carro.
Os finlandeses, por exemplo, estabeleceram uma meta ousada: eliminar, até 2025, todos os carros particulares da capital Helsinque. Talvez, nesse quesito, nem o melhor dos futurólogos arrisca palpitar sobre o dia em que não teremos mais carros como meio preponderante de transporte no planeta. Porém, se os poluentes veículos a combustíveis fósseis estão mesmo com seus dias contatos, planejar um futuro sem carros talvez seja o próximo grande desafio.

Remédio no lixo sinal de perigo

Descarte incorreto acarreta danos ao meio ambiente e à saúde pública

Luciana Sotelo

Pintou uma febre inesperada ou aquela dor de cabeça insuportável? Nessa hora, a maioria dos brasileiros tem uma receita rápida e prática: a ‘farmacinha’ de casa. Não é para menos que o Brasil está entre os dez países que mais consomem medicamentos no mundo, segundo o Conselho Federal de Farmácia. É preciso ter sempre a mão aquele “santo remédio”. Mas o que será que acontece quando essas pessoas se deparam com o produto vencido? O que fazer? No Brasil, dados revelam que 14 mil toneladas de medicamentos vencem todo ano e, nem sempre, essa quantidade enorme de resíduos recebe uma destinação adequada, pelo contrário, muita gente recorre à lata de lixo comum ou mesmo ao vaso sanitário para se livrar do que não presta mais.
Uma ação impensada que pode gerar grandes riscos para o meio ambiente, alerta o farmacêutico Devanir Paz, chefe do Departamento de Atenção Especializada da Secretaria de Saúde de Santos. “Estamos falando de produto químico que, se for descartado incorretamente, pode comprometer os lençóis freáticos, gerando uma contaminação ambiental. Os medicamentos têm substâncias químicas de toda natureza que, em grandes quantidades, podem promover alterações no ecossistema e, também, de forma acumulada, inviabilizar o uso da água”. Pela seriedade do assunto, o profissional faz um apelo: “Temos que ter a consciência de que somos mais um a ocupar o ambiente. Se damos destino incorreto para qualquer tipo de substância química, a gente está contribuindo para o desequilíbrio do sistema”.
Segundo os dados levantados em 2010 pela companhia Brasil Health Service (BHS), as estatísticas mostram que 1kg de medicamento descartado via esgoto pode contaminar até 450 mil litros de água. Para ter mais noção do potencial desses impactos e de suas possíveis consequências, um estudo da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), publicado em outubro de 2016, esclareceu as reais condições de descarte de remédios. Baseado em dados estatísticos levantados pelo IBGE, pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) e pelo Conselho Federal de Farmácia, o estudo revela que a projeção estimada é de que, de 2014 a 2018, as cidades brasileiras seriam capazes de gerar até 5,8 mil toneladas de resíduos de fármacos. Esse crescimento é proporcional à taxa de consumo total de medicamentos, que também vem crescendo nos últimos anos.
No mesmo período, o número de descarte nos municípios com mais de 100 mil habitantes subiu de 2.474 para 3.123 toneladas. Houve um crescimento de 649 toneladas de resíduos descartados ao meio ambiente de forma irregular nesses municípios, durante esses cinco anos. Outro fator agravante ocorre quando o medicamento descartado chega às mãos de outras pessoas, que acabam por consumi-los, lembra Devanir. “Como farmacêutico, eu falo com propriedade que a automedicação é a causadora do maior número de casos de intoxicação no Brasil. É preciso tomar muito cuidado”.

O que fazer?
O Brasil ainda não tem uma lei específica para regulamentar o descarte de medicamentos vencidos por parte do consumidor doméstico. Desde 2011, o assunto está em tramitação no Congresso Nacional, mas o Ministério do Meio Ambiente (MMA) ainda não conseguiu aprovar a lei que regulamenta a logística reversa desse produto, ou seja, um conjunto de ações, procedimentos e meios destinados a viabilizar a coleta e a restituição dos resíduos sólidos ao setor empresarial, para reaproveitamento ou destinação final ambientalmente adequada.
De acordo com a agência Senado, a ideia de adotar a logística reversa em diversas cadeias produtivas ganhou força em 2010, com a Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS — Lei 12.305/2010). Ela obrigou sua implantação para setores como o de agrotóxicos, pilhas e baterias e pneus. Para produtos não citados na lei, caso dos remédios, a PNRS determinou que o sistema fosse estabelecido por regulamento ou em acordos setoriais e termos de compromisso entre o poder público e as empresas. Paralelo a esse entendimento, existem outros dois projetos de lei sobre o tema no Senado: o PLS 33/2012, que autoriza a venda de medicamentos fracionados, ou seja, por dose, evitando a sobra e, consequentemente, o vencimento do produto; e a PLS 148/2011, que pretende incluir os medicamentos no rol fixado na Política Nacional de Resíduos Sólidos.
Em 2016, a Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) publicou a norma ABNT NBR 16457:2016, com procedimentos sobre a logística reversa de medicamentos de uso humano vencidos e/ou em desuso. A norma, elaborada pela Comissão de Estudo Especial de Resíduos de Serviços de Saúde busca atender à Política Nacional de Resíduos Sólidos, e prevê pontos de recebimento dos medicamentos em farmácias, clínicas, postos de saúde e ambulatórios, porém, sem definição de quem irá arcar com os custos do descarte.

Descarte consciente
Em meio a indefinições jurídicas, iniciativas positivas inspiram a conscientização da população quanto ao descarte correto. É o caso do projeto Descarte Consciente. A motivação é de um conjunto de redes de farmácia, iniciada em 2010, tendo a Droga Raia como pioneira. No ano seguinte, após a fusão das empresas Droga Raia e Drogasil, o programa passou a ser utilizado pelas duas bandeiras. A empresa coleta apenas medicamentos e suas embalagens, não havendo coleta de nenhum outro tipo de resíduo. Desde o início do projeto até setembro de 2017, foram mais de 151,5 toneladas de medicamentos coletados. Apenas em 2016, o total coletado foi maior que 41 toneladas.
De acordo com a rede, os medicamentos recebidos pelas lojas são encaminhados à coleta especializada em resíduos específicos e, posteriormente, enviados para incineração; já as caixas e bulas descartadas são enviadas para a coleta seletiva. A identificação da oferta de coleta na loja é muito fácil, pois os dispositivos que recolhem os medicamentos estão em um local visível. Caso tenha dúvida, o cliente pode perguntar ao gerente da unidade. A RD, empresa que administra as redes Drogasil e Droga Raia, oferece 471 pontos de coletas no Brasil. Na Baixada Santista, são 31 pontos, distribuídos nas cidades de Santos e Guarujá.

Santos dá sua contribuição

Por causa da demora na aprovação de leis específicas, alguns estados e vários municípios estabeleceram regulamentos próprios, caso da cidade de Santos, no litoral paulista que, em 2014, publicou a Lei Complementar 840, que estabelece que hospitais, postos de saúde da rede pública e farmácias tenham em local visível e com placa indicativa, uma urna para o descarte de medicamentos em desuso – vencidos ou sobras. “Captamos de forma espontânea esses resíduos e damos a destinação correta, no caso, a incineração”, ressalta Devanir Paz.
E tem mais novidade. No mês de outubro passado, a prefeitura local sancionou uma lei municipal para incentivar a prática do descarte correto, por meio de campanha educativa. “O objetivo é alertar a população, por meio de informativos em locais públicos, sobre a forma correta de jogar fora remédios vencidos, já que eles não podem ser descartados no lixo comum ou com os materiais recicláveis”, finaliza Devanir.
Caso algum munícipe seja flagrado descartando irregularmente um remédio, estará sujeito a multas a partir de R$ 1 mil, punições que também podem ser aplicadas aos estabelecimentos que se recusarem a receber estes produtos.
Denúncias podem ser passadas à ouvidoria municipal pelo telefone 0800 112056, e-mail ouvidoria@santos.sp.gov.br e pessoalmente, das 8h às 18 horas, na praça Mauá s/nº, térreo, no centro da cidade.

Presentes de Natal decorativos

Pequenos móveis, acessórios e adornos para casa podem agradar aos que gostam de decoração

Estela Craveiro

No Brasil, o Natal chega logo após o início do verão. Semanas antes bate aquela vontade de presentear, de caprichar na mesa da ceia, do café da manhã e do almoço natalinos, e de renovar a decoração da casa para receber convidados para as festas de fim de ano. Para quem reside no litoral, também é época de dar novo charme aos ambientes a fim de receber famílias e amigos para curtir a estação mais festejada do ano, com atmosfera alegre e colorida. O interessante é que dá para mesclar as vontades e gerar múltiplos resultados.
Itens decorativos e pequenos móveis podem ser ótimos presentes de Natal para os que amam o mundo da decoração. Louças, taças, talheres e acessórios também podem agradar quem curte mesas caprichadas. Confira sugestões de algumas novidades que chegaram às lojas, para você ou para presentear.

Tradição renovada ano a ano

Dedicação e capricho bastam para garantir o sucesso no preparo de um dos símbolos da ceia de Natal

Fernanda Lopes

Ele já não é o senhor absoluto do Natal, mas continua reinando na ceia da maioria das famílias. Mais por tradição do que por amor à sua carne, considerada sem graça e ressecada. Mas essa fama é injusta. Se bem preparado, o peru pode, sim, ser suculento, macio e muito saboroso.
Disputando espaço com ele, temos principalmente o Chester, ave com enormes peitos e coxas e carne mais úmida. Desenvolvido pela Perdigão, ele é um superfrango. O seu nome vem de chest (peito em inglês). Foi lançado em 1982 no Brasil, para disputar mercado com o peru da Sadia – isso quando as duas marcas eram concorrentes e não uma única empresa.
O Chester é alimentado à base de milho e soja, e é selecionado para ter cada vez mais peso com menos gordura.
O peru exige cuidados especiais no seu preparo. Não é simples como o chester, que pode ser colocado diretamente no forno sem  dificuldades. É preciso alguma dedicação. Uma caprichada marinada e besuntá-lo de manteiga, debaixo e sobre a pele, basta para deixá-lo suculento e dourado. Acredite e veja a receita.  Acompanhado de uma farofa de banana fica perfeito.
Prefiro que ela venha separada e não no recheio, mas isso é questão de gosto. Dentro dele, coloco somente uma cebola e algumas ervas. Elas dão gosto e a cebola depois também fica deliciosa.

 

Colonizadores 
Nos Estados Unidos ele reina  absoluto no Dia de Ação de Graças. Isso porque, foi essa ave que matou a fome dos colonizadores, e constitui-se no símbolo da data. Ave de origem americana, provavelmente do sul do México, foi domesticada há quase mil anos, segundo estudos mais recentes. No Brasil, foi incorporado à ceia no século XIX.

 

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Receitas

Peru com manteiga de ervas

Ingredientes: 1 peru descongelado e sem os miúdos (pode ser frango também); 150g de manteiga sem sal; 1 colher de sopa de mostarda; 4 ramos de alecrim; 6 ramos de tomilho; 10 folhas de sálvia; 3 ramos de salsa; 4 folhas de louro; 4 dentes de alho; 200ml de vinho branco seco; 2 colheres de azeite de oliva; suco de meio limão; 1 talo de salsão picado; 1 cebola picada e 1 cebola inteira.
Passo a passo
1 – Para a marinada, misture o vinho, o suco de limão, 2 ramos de alecrim, 2 ramos de tomilho, as folhas de louro, o alho picado, a cebola picada, o salsão picado, a mostarda, metade das folhas de sálvia e de salsa e o azeite.
2 –  Coloque o peru dentro de um saco plástico limpo e junto a marinada. Vá massageando e espalhando para que ela fique em toda a ave. Leve à geladeira e deixe por 4 horas.
4 – Pique o restante das ervas e misture à 80g de manteiga em temperatura ambiente (se o peru não for temperado, misture ainda 1 colher de sopa cheia de sal a essa manteiga).
5 –  Retire o peru e coe a marinada. Reserve este líquido coado.
6 – Coloque o peru em uma assadeira untada com azeite. Vá soltando a pele do peru da carne e besunte-o todo de manteiga de ervas.
7 – Com a manteiga sem ervas, besunte a pele do peru.
8 – Coloque a cebola com algumas ervas dentro do peru.
9 –  Embrulhe as pontas das coxas e das asas do peru com papel alumínio (parte brilhante para dentro) e amarre as pernas para não abrirem ao ser assado.
10 – Cubra com papel alumínio e leve ao forno médio por 40 minutos para cada quilo de ave.
11 – Depois desse tempo, retire o papel alumínio e vá regando com a marinada coada até que doure bem.
10. Quando dourado, retire o alumínio e deixe descansar 15 minutos antes de servir.
11. Coe o caldo que se formou na assadeira e leve para reduzir em fogo baixo. Misture um pouco de creme de leite e sirva junto com o peru.
Farofa de banana, abacaxi e castanha de caju
Ingredientes: 1 banana nanica madura; 1 xícara de abacaxi pérola picado (sem o miolo);  1 xícara de castanhas-de-caju; 1 linguiça calabresa defumada sem pele, picadinha; 1 cebola picadinha; 2 dentes de alho picadinhos; 2 colheres de sopa de manteiga; 10 azeitonas verdes picadas; 3 xícaras de farinha de mandioca torrada, salsinha picada e sal a gosto.
Preparo: refoque a linguiça com a manteiga até dourar. Coloque a cebola e o alho e refogue. Coloque as azeitonas, as castanhas e o abacaxi e misture. Coloque a farinha e mexa em fogo baixo. Junte a banana e a salsa. Corrija o sal e sirva com o peru.

Dicas

Antes
Certifique-se de que o peru está descongelado por inteiro. Retire os miúdos. Seque o peru por fora e por dentro com toalhas de papel.
Marinada
Deixe o peru marinar dentro da geladeira, coberto com filme plástico. A cada três horas, mude a posição, para que absorva os temperos de todos os lados. Marine mesmo o peru comprado já temperado.
Para rechear
Se você for rechear o peru, calcule cerca de 300g de recheio (farofa) para cada quilo de peru, sem deixar a cavidade da ave muito apertada, pois a farofa vai se expandir com o calor e a umidade.
Pré-forno
Antes de levar ao forno, ponha o peru numa assadeira e regue com o molho da marinada. Não despeje toda a marinada de uma vez: você vai precisar dela para continuar regando o peru enquanto ele estiver no forno. Esse é o segredo para garantir o sabor e manter a umidade da ave.
Manteiga nele
Espalhe manteiga por baixo da pele da ave. Para isso, corte a pele na altura do pescoço e com a ajuda de uma colher vá soltando a pele. Depois espalhe a manteiga com a mão ou uma espátula.
No forno
Antes de levar ao forno, amarre os pés da ave (para que não abram ao assar). Cubra as asas e os pés com folha de alumínio, para não queimar. Deixe sempre o lado brilhante do alumínio voltado para o peru. Ponha para assar em forno pré-aquecido a 180°C e regue com uma dose da marinada a cada 20 minutos – isso evita que a carne resseque.
Tempo de forno
Varia conforme o tamanho da ave e a qualidade do fogão. Regra geral: 45 minutos para cada quilo de ave. Para saber se está pronto, enfie uma faquinha perto da coxa, se sair um líquido rosa ainda está cru.
Para o molho
Para fazer o molho para o peru, retire o líquido que se formou na assadeira durante o cozimento da ave e passe-o por uma peneira coberta por um pano de prato limpo. Isso irá separar parte da gordura. Coloque o caldo numa panela e leve ao fogo médio, retirando sempre a gordura que se forma na superfície. Depois que a maioria da gordura tiver sido retirada, aumente o fogo, acrescente aproximadamente uma xícara de caldo de legumes ou de galinha e deixe o líquido reduzir e engrossar. Se desejar, misture um pouco de amido de milho (maisena) para engrossar mais ainda o caldo. Pode-se ainda usar creme de leite no lugar do caldo de legumes ou galinha ou adicionar um cálice de vinho do Porto durante o cozimento do caldo.
Acompanhamentos
Cerejas frescas fazem boa parceria com o peru, mas uva verde, pêssego e kiwi são também boas opções. Outra combinação que dá certo é a do peru com damasco: coloque os damascos em uma panela com um pouquinho de água e leve ao fogo, para amolecer. Batatas são sempre bem-vindas.
Pulo do gato
Deixe o peru descansar por 20 minutos antes de cortá-lo. Isso evita que a carne resseque depois de cortada.

Flashes

01 –

O aniversariante Carlos Poço, acompanhado dos amigos Flávia, Gabriel, Barreto, Coelho e Hilário

02-

Apresentação do Índice de Responsabilidade Social, na Câmara de Santos, com as presenças de Cassio Navarro, Roberto Teixeira, Caio França, Adilson Júnior, Cauê Macris e o prefeito Paulo Alexandre Barbosa

03-

Em Brasília, Ribas Zaidan e Gilberto Kassab

04-

Turma do Charuto, em Santos

05-

Encontro dos Amigos da Pescaria, no restaurante Gaspar, em Bertioga

06-

Em noite descontraída, no Jangada Restaurante, na Riviera de São Lourenço, Marco Ferreira, Alexandre Prado, Anselmo Aragon, Juliana Massa Ferreira, Anna Tereza Ramos  e Tatiana Dantas

Fotos 7 e 8

Mais um encontro da Turma da TAR, na Riviera de São Lourenço

Foto 9-

Roberto Haddad e Ribas Zaidan

10 e 11

No programa Café da Manhã, da TV Costa Norte, Ribas Zaidan recebeu o deputado federal João Tavares Papa e o prefeito de Bertioga Caio Matheus

“Alto Astral” // Durval Capp Filho

As melhores festas sociais estão aqui. Curtam!

FOTO 1 –

O médico oftalmologista Luiz Roberto Colombo Barboza recebeu homenagem de honra ao mérito Brás Cubas, em solenidade na Câmara de Santos

FOTO 2 –

Walter Lopes dos Santos Jr. e Sueli Elias, os noivos Nathália e Victor Couto e seus pais Vera Lúcia Gomes e Ricardo Couto, no casamento realizado na reserva Tambá, praia de Toque-Toque Pequeno

FOTO 3 – José Rodrigues Liberado comemorou efusivamente seus 80 anos ao lado de Eufêmia Liberado, em sua vivenda, com muitos amigos e família

FOTO 4 –

No segundo Encontro de Estética e Bem-Estar, na Silvera Coiffeur, a médica Selma Freire,  Silvera Santos e a especialista na área de nutrição Roberta Silva

FOTO 5 –

Sarah Weinstatt, neta deste colunista, curtiu seu aniversário de 11 anos com uma superfesta temática, realizada em Wendermere, Orlando

FOTO 6 –

Em cruzeiro pelo navio Oásis Of The Sea, no Caribe, este colunista e Walkyria Sanches Capp, durante noite de gala no Promenade

FOTO 7 –

Os médicos Carlos Alberto Carvalho e Carlos Henrique Alvarenga Bernardes, atuantes na área  vascular em Santos, no Congresso dos 50 anos da Fundação Lusíada em Santos

FOTO 8 –

Marcelo  Teixeira ao receber o  título de Cidadão São Bernardense das mãos do vereador Fran Silva e do vice-prefeito  Marcelo Lima, que fez a honraria da casa

FOTO 9 –

José Luiz Vilarinho Alvarez abre o champanhe em comemoração aos 52 anos da Floricultura Gardênia, no Super Centro Boqueirão

“Destaques” // Luci Cardia

Nawal Avelino recebeu, em sua maison, no Condomínio Acapulco do Guarujá, todos os amigos e amigas para celebrar mais um ano de felicidade, com sua família maravilhosa: José Avelino e os filhos Denis, Camila e Danielle

FOTO  1 –

Nawal Avelino, no momento em que recebia as amigas, em felicidade contagiante

 

FOTO 2 –

A família Avelino: Daniela, Nawal, José, Denis e Camila, lindos numa noite inesquecível

 

FOTO 3 –

Camila e o seu amor João Luiz Ferreira

 

foto 4 –

A colunista com Nawal Avelino e José Cardia

 

foto 5 –

Ela é maravilhosa: Syomara Scarlate

 

foto 6 –

Rosemary e Sérgio Aragon, lindos

 

foto 7 –

Eles são jovens e bem-sucedidos, o empresário Sidney Haddad e a médica Drª. Carina Haddad

 

foto 8 –

Ela dita a moda das mulheres, Leo Marques e seu querido Martinho

 

foto 9 –

Maravilhosos Arnaldo e Selma Barreto, o empresário Pasquale e sua lindíssima Lourdinha Russo

 

foto 10 –

O clã da Turma dos Apaixonados da Riviera (TAR)  reunido para prestigiar Nawal

foto 11 –

José Ganizev, Dr. Cardia, Milton Casari, Humberto Tarcisio e Cristina

 

foto 12 –

O clã da família Gomes, só felicidade ao lado de Masci e Jean Souza

 

foto 13 –

A recepção marcou a vida de todos com um Baile de Máscaras

 

foto 14 –

O Robô da Balada, o charme da festa, com Nawal, José Avelino, Carla e Helio Violani, Humberto e Cristina

 

FOTO 15 –

Arnaldo Barreto dominou a festa com seus selfies imperdíveis. Aqui, mais um close com a turma da TAR

“Celebridades em Foco” // Edison Prata

FOTO1

Antes de sua viagem à Europa, quem teve uma comemoração bem familiar foi o rei Edson Arantes do Nascimento, o eterno rei Pelé, que, ao lado do irmão de fé Hugo Rinaldi e de vários amigos, aproveitou e comemorou um novo tempo

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Como sempre falo, é muito importante estar entre amigos: Hugo Rinaldi, Sandro mastellari, Rafael Julião, Luiz Américo e Toninho Gerais

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Os irmãos Luizinho, Sandro Mastellari, o vereador de Santos Rui de Rosis e o cantor e empresário Luiz Américo

Foto 4

E no mais charmoso restaurante de Curitiba, o Ripa na Chulipa, o empresário Alexandre exibe com carinho uma variedade grande de fotos do rei Pelé

Foto 5

E como o amor fala mais alto, o empresário Álvaro Ricardo Ferreira e sua eleita Valéria Mercúrio

Foto 6

Sempre bem acompanhado, este pessoal vale ouro:  Dilvani Neckel e a mulher  Vanencia Neckel também fazem parte desse grupo maravilhoso

Foto 7

Carlos Roberto Ferreira e sua mulher Hilde Vieira

Foto 8

As amigas Ana Paula Ferreira, Dani Kruger e Vanencia Alves

Foto 9

Um close com o colunista Rato a Rigor (sentado), o conhecido e querido Arquimedes Bozoglian Corrêa, e sua mulher Esperança Corrêa

Revista Beach&co